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O que faz Ochoa, o 'melhor goleiro da Copa' e algoz de brasileiros, no intervalo de cada Mundial

Goleiro é capitão do México e se juntará a seleto grupo ao disputar seu quinto Mundial com a seleção


"A cada 4 anos, ele se torna uma mistura de Neuer, Casillas e Buffon". Se você entrou nas redes sociais nos últimos meses, certamente viu comentários desse tipo sobre o goleiro Guillermo Ochoa.

A frase é fantasiosa, mas não deixa de ter um fundo de verdade. Afinal, o arqueiro mexicano está acostumado a ter grandes atuações na Copa do Mundo. Em 2022, ele será capitão e titular pelo México, que estreia nesta terça-feira (22), às 13h (de Brasília), contra a Polônia.

Esta, inclusive, será uma edição histórica para Ochoa. Titular em 2014 e 2018, o camisa 13 foi convocado para sua quinta Copa e se juntará a um seleto grupo de jogadores recordistas em Mundiais disputados, que inclui desde o ex-goleiro mexicano Antonio Carbajal, o italiano Gianluigi Buffon e os craques Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.

Mas, no final das contas, o que Guillermo Ochoa faz nos períodos entre os Mundiais que disputa (e se destaca)?

O arqueiro subiu para o time profissional do América-MEX e, com apenas 20 anos, já era titular absoluto e figura frequente nas convocações da seleção.

No clube mexicano, entre 2003 e 2011, Ochoa chegou, inclusive, a ser algoz de times brasileiros nas competições continentais. Na Copa Sul-Americana de 2007, teve atuação decisiva para eliminar o Vasco, na época liderado por Romário dentro, como jogador, e fora de campo, como técnico interino.

No ano seguinte, na Conmebol Libertadores, o Flamengo, nas oitavas, e o Santos, nas quartas, também viram atuações marcantes do goleiro e acabaram eliminados. Na fase de grupos em 2011, ele ainda teve grande atuação contra o Fluminense no México.

Foi em julho daquele ano, então, que ele começou a ter aventuras na Europa. E uma chance de se mudar para o então recém-comprado PSG surgiu. Apesar de o acordo estar praticamente certo, um exame antidoping com a seleção em partida da Copa Ouro encerrou seu sonho. Meses depois, foi provado que ele e seus companheiros ingeriram, apenas, carne contaminada, mas já era tarde para a transferência.

Ainda assim, sua mudança para a França se concretizou, mas para um clube de menor expressão. Até 2014, ele foi titular absoluto do Ajaccio, clube em que teve maior destaque na Europa.

Depois de se destacar na Copa de 2014, alguns rumores de gigantes, como Manchester United, interessados surgiram, mas a realidade acabou sendo mais modesta. O goleiro se mudou para o Málaga, onde atuou por dois anos, mas se tornou reserva do camaronês Kameni, tendo entrado em campo em apenas 19 jogos.

O resultado foi um empréstimo de um ano para o modesto Granada, que ficou apenas um ano na elite de LaLiga e acabou rebaixado. Ochoa, então, foi para o Standard Liege para buscar "não se esconder" e perder espaço na seleção.

Sua passagem, porém, também não foi marcante, e, em agosto de 2019, ele voltou para o América, lugar onde segue sendo ídolo e precisa até lidar com o assédio de fãs.

Agora, chegou o momento de Ochoa "se transformar" na mistura de lendas para ajudar o México no grupo C da Copa do Mundo. Nesta terça-feira (22), a equipe estreia contra a Polônia. A chave ainda conta com Argentina e Arábia Saudita.