Jamais um país que chegou a uma Copa como líder do ranking da Fifa levou o título
A Copa do Mundo no Qatar, que começa neste sábado (20), será a 22ª da história, mas apenas a oitava desde que o ranking da Fifa foi criado, em dezembro de 1992. E com ele há uma espécie de 'maldição' que o Brasil terá que quebrar para cumprir o objetivo de ser hexacampeão.
Pior: a própria seleção verde e amarela já teve a chance de derrubá-la três vezes, mas falhou em todas.
Como assim? É que jamais uma seleção que desembarcou como líder do ranking da Fifa a um Mundial saiu dele com o título. E já se foram sete edições desde que ele nasceu - veja uma por uma abaixo.
No Qatar, é o Brasil, com 1.841,3 pontos, que chegou na ponta da lista que foi atualizada pela última vez em 6 de outubro e só terá nova versão após o fim da Copa.
Bélgica, primeira até ser ultrapassada pela seleção brasileira na versão de março deste ano, Argentina, França e Inglaterra, nesta ordem, fecham o top 5 atual, com a Itália sendo a única entre as dez primeiras colocadas (aparece em sexto) que não conseguiu classificação para a disputa no Oriente Médio.
A quarta tentativa
Esta será a quarta tentativa da seleção brasileira. Nas três vezes anteriores em que jogou um Mundial nesta condição, jamais conseguiu a taça.
Foi assim em 1998, na França, com o vice após a derrota acachapante por 3 a 0 para os donos da casa na final, 2006, na Alemanha, com a queda para a França por 1 a 0 logo nas quartas de final, e 2010, na África do Sul, com a eliminação para a Holanda por 2 a 1, de virada e de novo nas quartas.
Histórico e vexames históricos
Na primeira edição após a existência do ranking, em 1994, nos Estados Unidos, a Alemanha era a líder e então atual campeã mundial, mas sucumbiu diante da forte Bulgária de Hristo Stoichkov nas quartas - derrota por 2 a 1.
Foi a primeira vítima da 'maldição', que anos depois faria muito pior com outras três gigantes do futebol mundial.
Na Copa de 2002, em Japão e Coreia do Sul, a França chegou badaladíssima e líder do ranking, mas deu um vexame histórico ao ser eliminada logo na fase de grupos. Mais do que isto: foi a última da chave A, que teve Dinamarca líder, Senegal em segundo, ambos classificados, e Uruguai em terceiro.
A mesma situação se deu nos últimos dois Mundiais: no Brasil, em 2014, e na Rússia, em 2018, Espanha e Alemanha, respectivamente, ostentavam a posição mais nobre da lista da Fifa, mas...
... a Fúria não assustou ninguém e acabou em terceiro no grupo B, que viu a Holanda, primeira, e Chile, segundo, passarem ás oitavas, com a Austrália em último e também fora.
Já os alemães, após o 7 a 1 no Brasil na semi de 2014 e o título em cima da Argentina naquela decisão, ficaram na lanterna da chave F quatro anos atrás, atrás de Coreia do Sul (terceira), México (segundo) e Suécia (primeira).
É este histórico todo que pesa e aumenta ainda mais a pressão sobre a equipe de Tite, Neymar e companhia no Qatar.
Vai cair a 'maldição do ranking'? A ver.
