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Crise com Mbappé, escândalo, polêmica com Pogba e até risco de rebaixamento: como favorita França sofre às vésperas do Qatar

Atual campeã da Copa do Mundo, França sofre com vários problemas antes de chegar no Qatar


*Conteúdo patrocinado por Sportingbet.tv, Claro, ENO e Motorola Edge

Técnico da França, Didier Deschamps não é um cara de preocupações. Faz parte de sua personalidade: um cara pragmático e positivo, sempre tentando ver o lado bom das coisas. Contudo, até ele deve estar se perguntando: que raios está acontecendo com sua seleção?

Dois meses antes do início da Copa do Mundo no Qatar, na qual seu time tentará se tornar o primeiro bicampeão desde o Brasil de 1962, a França passa por uma turbulência inédita para esta geração. Mesmo em relação à história do futebol francês, não há precedentes. Tudo que poderia dar errado está dando errado – e ao mesmo tempo.


Crise com Mbappé

Primeiro de tudo, há a atmosfera ao redor do time. Na segunda-feira, Kylian Mbappé continuou sua luta contra a federação francesa de futebol (FFF) quanto ao acordo pelos direitos de imagem. A FFF e seu presidente, Noel Le Graet, afirmaram em junho que modificariam o acordo, pressionados por Mbappé, que já havia reclamado disso em março. No entanto, nada foi feito.

Então, Mbappé anunciou na segunda-feira que se recusaria a participar das atividades de marketing e sessões de fotos programadas para terça-feira com os patrocinadores da seleção nacional.

O pânico foi tão intenso na federação que uma reunião de emergência entre Le Graet, Mbappé, Varane, Lloris e Deschamps foi convocada, encontrando uma solução para o acordo de direitos de imagem. O acordo foi revisto e modificado, dando aos jogadores mais poder e compensação.

Mas enquanto Mbappé venceu sua batalha com a federação, com apoio dos capitães da equipe, ele expôs os problemas da FFF.


À beira de um escândalo

Le Graet, cuja relação com Deschamps é forte, também está no olho do furacão. Informações na imprensa francesa o acusam de mandar mensagens de textos inapropriadas para empregadas mulheres, com “acobertamento” por parte da FFF, que não teria agido em vários incidentes nos últimos anos.

Com 80 anos de idade, Le Graet ainda tem dois anos de mandato na FFF e se recusa a deixar o cargo, mas a tensão ao seu redor está respingando indiretamente em Deschamps e nos jogadores. O próprio técnico resumiu desta forma na semana passada: “A atmosfera está pesada.”

O caso Pogba

Nas últimas semanas, notícias sobre Paul Pogba pipocaram na imprensa. O meio-campista da Juventus está sob proteção policial neste momento na Itália após revelações recentes sobre um grupo de seus amigos de infância terem tentado extorquir seu dinheiro. Seu próprio irmão, Mathias Pogba, está detido e aguarda uma decisão judicial sobre sua fiança, assim como outros quatro homens – todos conhecidos de Paul Pogba – após serem acusados de extorsão.

Pogba está fora da seleção, lesionado com um rompimento de menisco, mas o incidente está tendo um impacto negativo tanto nele como na equipe nacional. Seus colegas estão preocupados e Deschamps espera que seu volante consiga voltar do departamento médico a tempo da Copa do Mundo, assim como superar o trauma das alegadas ameaças e intimidações. Ninguém sabe qual Pogba irá se apresentar a Deschamps e à França.


Lesões

Há também várias lesões menores se acumulando no elenco que é cotado para ir ao Qatar. Deschamps conseguiria escalar um time inteiro com desfalques: Lloris; Konaté, Lucas Hernandez, Kimpembe e Theo Hernandez; Pogba, Boubacar Kamara, Kanté e Rabiot; Benzema e Coman.

Ao menos seis desses jogadores (Lloris, Lucas e Theo Hernandez, Kanté, Pogba e Benzema) estão entre os titulares de Deschamps. Não são lesões sérias, mas suas ausências complicam muito a França nos próximos jogos de Uefa Nations League, contra a Áustria nesta quinta e diante da Dinamarca no domingo. São os últimos dois jogos antes da estreia na Copa do Mundo contra a Austrália em 22 de novembro.

O duelo entre França e Dinamarca neste domingo (25), às 15h45 (de Brasília), tem transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.


O risco de um humilhante rebaixamento

Deschamps tem vivido um pesadelo. Seu pai faleceu inesperadamente em junho e a equipe desempenhou de maneira terrível em sua ausência. Foram derrotas para Dinamarca e Croácia em casa, assim como empates contra Áustria e Croácia. A França ocupa a última posição do grupo A da Nations League, com dois pontos em quatro jogos, e corre sério risco de ser humilhada com um rebaixamento.

O elenco que está disponível ainda é de elite, claro, com jogadores como Mbappé, Dembélé, Tchouaméni, Koundé e Varane. Também há muitas opções, com atletas como William Saliba, Mike Maignan e Olivier Giroud, assim como os promissores Randal Kolo Muani, Youssouf Fofana e Benoit Badiashile, que também foram chamados pela primeira vez.

Contudo, mesmo entre os jogadores que estão no centro de treinamento em Clairefontaine, há preocupações, seja em termos de preparação física (como Griezmann jogando só 30 minutos por partida no Atlético de Madrid) ou confiança (como Christopher Nkunku com dificuldade para se reencontrar no RB Leipzig).

As coisas estão difíceis para Deschamps e a França, mas como o próprio técnico disse aos seus jogadores na segunda-feira: pior que está, não fica.