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Eliminar São Paulo faz Juventude arrecadar 'quase três meses de salário' e rende frase sincerona de presidente: 'Causam medo, mas a gente encara'

A classificação sobre o São Paulo na última quarta-feira (13), com a vitória por 3 a 1, garantiu o Juventude nas oitavas de final da Copa do Brasil e rendeu mais R$ 3 milhões aos cofres do clube.

O time gaúcho já acumula R$ 9,59 milhões de premiação ao longo do torneio -- um dinheiro mais do que importante. A equipe superou, até aqui, Guaporé, Tuna Luso e Águia de Marabá, além do Tricolor paulista.

"A Copa do Brasil, principalmente para quem disputa a Série B, ajuda muito. Pensa que, na segunda divisão, todo o nosso orçamento de televisão, se chegar a R$ 15 milhões, é muito. E na Copa do Brasil a gente já arrecadou mais de R$ 9 milhões. Então, ajuda bastante. Essa passagem de fase não estava prevista em orçamento. Tem os descontos normais, tem a própria premiação dos atletas, mas a ideia é usar [o dinheiro] em reforços na metade do ano, para a gente melhorar ainda mais o time e ajudar no nosso acesso, que é o principal objetivo nosso deste ano", disse Fábio Pizzamiglio, presidente do Juventude, em entrevista exclusiva à ESPN.

"Isso (a premiação para as oitavas de final) dá cerca de uns três meses de folha. Ajuda, ajuda muito", completou.

A tendência, a partir de agora, é seguir encarando times da elite na Copa do Brasil. O próximo confronto será definido por sorteio. E o presidente respondeu se isso assusta.

"Obviamente, tem os [clubes] grandes aí, os gigantes que acabam sendo mais difíceis. Jogar contra um Flamengo da vida, a tarefa fica muito mais difícil, mas na Copa do Brasil não adianta. Acho que, nessa próxima fase, não vai ter nenhum jogo mais fácil, todos serão 'pedreiras'. Torcer para pegar algum time que não esteja em um momento bom e que a gente esteja em um momento melhor ainda do que agora", analisou.

"Todos causam medo, pelo investimento. Mas a gente encara. O próprio São Paulo, quando saiu no sorteio, estava entre os primeiros do Campeonato Brasileiro. E foi possível, né? A gente brinca sobre medo, mas é respeitar o adversário e jogar sabendo do tamanho de cada um".

"Eu acho que, se a gente jogar como jogou [na volta contra o São Paulo], sim [dá para avançar], mas a gente sabe que são jogos de exceção. Vamos ter de fazer mais dois jogos perfeitos, mas é possível. Sempre é possível. A Copa do Brasil tem muito isso, tem essa possibilidade de avançar, mesmo com times com muito mais orçamento, porque tudo iguala. Quando tem um jogo em casa e um jogo fora, a força de casa ajuda muito", completou.

O futuro próximo

Além da Copa do Brasil, o Juventude divide as atenções com a Série B do Brasileirão. O time ocupa a nona colocação do campeonato de pontos corridos, fora da zona de classificação à elite.

"É possível jogar as duas competições sem precisar focar em uma ou outra. O nosso objetivo maior no ano é, sim, [buscar] a Série A. Se tivesse de escolher, é subir. Mas não vejo que vamos precisar fazer algum sacrifício de uma competição ou outra por conta do calendário. Agora vai espaçar um pouquinho mais e a gente vai conseguir jogar", avaliou Pizzamiglio.

A ideia também é usar o dinheiro arrecadado na Copa do Brasil para reforçar o elenco e ajudar na Série B.

"A gente trabalha por empréstimo. Dificilmente adquire algum jogador, principalmente em uma Série B. A ideia é a gente reforçar as posições que estamos tendo dificuldades, com algumas lesões que estão demorando para voltar. Temos de olhar as oportunidades que estarão disponíveis. Infelizmente, na Série B, a gente acaba tendo sempre o ataque da Série A antes. Muitos jogadores acabam esperando para ir para a Série A e só depois escolhem um time de Série B. Como a gente tem urgência na solução, vamos ter de olhar realmente quem quer seguir o que o Juventude espera, quem acredita no projeto e quem venha logo", finalizou.

Próximos jogos do Juventude: