Athletico-PR x Flamengo é um duelo que vem se repetindo na Copa do Brasil e traz muita rivalidade entre os times
Athletico-PR e Flamengo brigam por uma vaga na semifinal da Copa do Brasil, nesta quarta-feira (17), às 21h30, na Arena da Baixada. E o duelo entre as equipes é marcado por muita rivalidade nos últimos anos.
Seja por declarações polêmicas dos dois lados, críticas ao gramado sintético da Arena da Baixada ou até cutucadas do presidente do Furacão, Mario Celso Petraglia, Athletico-PR x Flamengo fizeram o clima esquentar. E o clima não é diferente para o duelo desta quarta-feira.
Provocações
As cutucadas entre os times acontecem dentro e fora das quatro linhas. Em campo, tudo começou em 2019. Na ocasião, o Furacão eliminou o Flamengo de Jorge Jesus e muita provocação aconteceu após o apito final.
Após a classificação nos pênaltis no Maracanã, os jogadores do Athletico-PR chegaram a imitar Gabigol com sua tradicional comemoração. Léo Pereira, atualmente no Flamengo, era um dos que puxaram a cutucada. Além disso, alguns atletas colocam a mão no nariz em alusão ao 'cheirinho', termo popularizado ao período em que o Flamengo ficou sem grandes conquistas, de 2016 a 2019. Na época, a eliminação foi bastante traumática para os cariocas.
O troco do Flamengo veio no ano seguinte, pela Supercopa do Brasil. O Rubro-Negro do Rio de Janeiro bateu o Athletico-PR e garantiu o título do torneio que abria a temporada 2020. Além, disso, o Flamengo voltou a castigar o Athletico-PR, desta vez pela Copa do Brasil, quando eliminou o Furacão nas oitavas de final. Vale lembrar que o Flamengo também foi campeão em 2013, quando venceu a Copa do Brasil sobre o adversário.
No ano passado, mais uma vez o duelo Athletico-PR x Flamengo na Copa do Brasil. E com final feliz para o Furacão. Na semifinal, a então equipe de Alberto Valentim aplicou um impiedoso 3 a 0 no Maracanã e garantiu vaga na final. A vitória do time paranaense causou um alvoroço no Flamengo e fez o trabalho de Renato Gaúcho ser muito contestado.
Presidente do Athletico-PR, Mario Celso Petraglia não economiza quando fala do Flamengo. A última foi sobre a divisão da cota de TV para uma possível criação da Libra, a liga independente dos clubes. Como Flamengo e Corinthians buscavam seguir ganhando mais do que os rivais, o cartola soltou a seguinte frase.
"O que nós queremos é dividir melhor, mais justo, e não o Flamengo ter 70 vezes o valor do Athletico-PR em pay-per-view. 70 vezes na mesma competição. Que joguem sozinhos. Que jogue Flamengo contra Corinthians, Corinthians contra Flamengo", disse Petraglia, que comparou em outra ocasião o projeto do Furacão, a quem considera melhor do que o do Flamengo, clube que mais fatura no país.
"O Athletico está muito próximo de se tornar o maior clube das Américas. Me cobrem. Se abrirmos o nosso capital e trouxermos o valor que o Athletico vale hoje, seremos maiores que River, Boca e Flamengo", disse à rádio Transamérica.
Gramado sintético
Outro ponto que marca muito o duelo entre Athletico-PR e Flamengo é o gramado sintético da Arena da Baixada. Os últimos treinadores do time carioca sempre reclamaram da grama artificial do local.
Jorge Jesus, que fez sua estreia no futebol brasileiro, foi um que reclamou bastante. E afirmou ser contra a utilização de gramado sintético no futebol.
"O futebol tem que ser jogador em grama natural. O jogador não tem tantas lesões. Os jogadores estão cheios de problemas físicos. O jogo não tem nada a ver uma coisa com a outra. A bola bate, quica com mais facilidade. Não tem razão de ser. Se eu mandasse na Fifa, eu iria proibir gramado sintético. É gramado natural. Mas eu não mando", disse Jorge Jesus, ao FOX Sports.
Renato Gáucho foi outro que também criticou o tipo de grama no empate em 2 a 2 no ano passado. "Grama sintética faz muita diferença. É da água para o vinho. A bola fica muito viva na grama sintética. Hoje a gente já sabia das dificuldades. Eles estão acostumados com o campo. A bola fica muito viva. Essa foi a nossa maior dificuldade hoje", disse o então treinador do Flamengo.
Duelo quente na ida
As equipes ficaram no 0 a 0 na ida, em jogo muito quente. No quesito técnico, o Flamengo dominou as ações, mas não conseguiu sair do zero. No aspecto disciplinar, muita reclamação dos dois lados para a arbitragem de Luiz Flavio de Oliveira.
Pelo lado do Flamengo, os cariocas reclamaram de um pênalti sofrido por Léo Pereira, mas que foi ignorado pela arbitragem. Além disso, possíveis cartões a Fernandinho e Erick também causaram irritação. Pelo lado do Furacão, a fúria foi ainda maior. Felipão reclamou da ausência de um vermelho para Gabigol, que deu um chute em Fernandinho, e para Arrascaeta, autor de uma entrada violenta em cima de Erick. Ambos não levaram vermelho.
Após o jogo, Arrascaeta e Gabigol foram denunciados pelo STJD. No entanto, na última terça-feira (16), véspera da partida, foram absolvidos.
Quem vencer na Arena da Baixada ficará com a vaga. Qualquer empate leva a decisão para as penalidades.
