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Chelsea troca mais de técnico do que Palmeiras, Flamengo e demais gigantes do Brasil? Compare números

O surpreendente anúncio da saída de Enzo Maresca, logo no primeiro dia do ano, apenas fez crescer a estatística estranhamente comum no Chelsea: a de mudanças de técnico não importa o dono.

Dos tempos do russo Roman Abramovich até chegar ao novo dono Todd Boehly, empresário nascido nos Estados Unidos e dono da BlueCo, o time de Londres acostumou-se a trocar de técnicos, em um fenômeno que o distancia dos principais times da Inglaterra e também o deixa mais próximo da realidade do Brasil.

Maresca é o sexto técnico a dirigir o Chelsea desde 2020. Se levados em conta os últimos dez anos, esta é a oitava troca que os Blues fazem no comando. O número no século, porém, é bem maior: 19 mudanças de treinadores desde janeiro de 2001.

Chelsea contra ingleses

A estatística deixa o Chelsea bem longe de seus principais adversários, a começar pelo rival mais próximo. Também sediado em Londres, o Arsenal teve três técnicos no século: Arsene Wenger, Unai Emery e Mikel Arteta.

O Manchester United está até que próximo, apesar da longínqua passagem de Alex Ferguson, que durou até 2013. De lá para cá, treinaram a equipe: David Moyes, Louis van Gaal, José Mourinho, Ole Gunnar Solskajer, Ralf Rangnick, Erik ten Hag e Ruben Amorim.

Mas os que fazem mais bonito são justamente os mais vencedores nos últimos tempos. O Liverpool, por exemplo, teve somente sete técnicos no século XXI, sendo dois nos últimos dez anos (Jurgen Klopp e Arne Slot). Tal período coincide com o total de trabalho de Pep Guardiola, anunciado pelo Manchester City em julho de 2016.

Chelsea contra brasileiros

O recorte aqui favorece os Blues, embora exista uma exceção: o Palmeiras, que não muda de técnico desde a chegada de Abel Ferreira, em novembro de 2020. De lá para cá, passaram por Stamford Bridge: Frank Lampard (duas vezes), Thomas Tuchel, Graham Potter, Mauricio Pochettino e Enzo Maresca, além do interino Bruno Saltor Grau, em apenas um jogo.

O futuro comandante do Chelsea, portanto, será o sexto diferente em menos de seis anos. Flamengo e São Paulo, por exemplo, tiveram sete técnicos no mesmo período (no caso tricolor, com duas passagens de Hernán Crespo, em 2021 e a atual, desde julho de 2025).

Fluminense e Internacional tiveram oito treinadores no período, seguidos por Grêmio (nove), Atlético-MG (dez), Corinthians (11), Botafogo e Cruzeiro (14 cada), Santos (15) e o campeão de mudanças, o Vasco, com 16.