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Mourinho distribui pancadas no Benfica, mas ex-Palmeiras escapa: 'Não conseguiram acabar com ele'

José Mourinho no banco de reservas do Estádio da Luz, casa do Benfica Bruno de Carvalho/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

A vitória por 2 a 0 sobre o Napoli, nesta quarta-feira (10), pela Uefa Champions League, poderia ter sido apenas mais um respiro do Benfica na fase de liga — agora com duas vitórias em seis jogos. Mas quando José Mourinho fala, ninguém passa ileso. Ou quase ninguém.

Depois da partida, o técnico português soltou farpas, elogiou o coletivo, voltou a falar sobre pressão e expectativas irreais… e, no meio de tudo isso, blindou um nome específico: Richard Ríos, ex-Palmeiras, autor de um dos gols da noite e protagonista da crescente recuperação benfiquista.

Mourinho abriu a coletiva com uma análise surpreendentemente harmoniosa sobre a atuação: "Foi uma grande vitória e um grande jogo, coletivo e individualmente. Não houve alguém que não tivesse feito um grande jogo… foram fantásticos, grande coesão e interpretação defensiva."

Mas bastou ser provocado sobre a suposta "obrigação" de levar o Benfica a um título europeu para o discurso mudar de tom. Direto, como de costume, Mourinho colocou o pé no freio das expectativas.

"Falar em ganhar a Champions? É irrealista, é uma pressão irrealista. Há 15 dias estávamos mortos na Champions e agora estamos vivos, ainda com a cabeça debaixo da água, mas na luta pela sobrevivência."

Perguntado especificamente sobre a ascensão de Richard Ríos e Leandro Barreiro, os dois autores dos gols, Mourinho foi categórico: a chave é mental.

"Não é fácil ser jogador do Benfica, ainda mais agora, quando é muito fácil bater no Benfica. Eles levaram muita paulada e mostraram capacidade mental para lidar com muita crítica."

No caso do ex-volante do Palmeiras, o técnico fez questão de reforçar algo que já vinha insinuando nas últimas semanas: o colombiano é mais do que uma peça tática — é uma força bruta que precisa de liberdade: "Ríos precisa ter raio de ação muito grande. Limitá-lo é retirar-lhe forças. O que temos é que organizar a equipe para que, quando ele vai, alguém faça o que é preciso. Aquela conexão Ríos–Barreiro–Aursnes nos dá equilíbrio", explicou, antes de encerrar: "Ele é um grande jogador, não conseguiram acabar com ele."