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Como Guardiola fez do Manchester City uma 'máquina' apostando basicamente em nomes 'pouco badalados'

Pep Guardiola aplaude torcida do Manchester City após partida Federico Guerra Maranesi / Getty Images

Muito perto do título da Champions League, caneco que falta à geração atual do Manchester City, Pep Guardiola fez o clube mudar de patamar desde que chegou ao Etihad Stadium. E muito do sucesso passa pelo 'olhar clínico' do comandante, que montou uma verdadeira máquina apostando em jogadores poucos conhecidos.

É claro que com o a potência financeira do clube, Guardiola contratou nomes que eram protagonistas no cenário mundial, como Erling Haaland, Riyad Mahrez e Ilkay Gundogan. No entanto, o padrão de contratar se baseou em apostar nomes nem tão badalados e que viveram o auge dentro do Manchester City.

No período em que o PSG chegou a contratar Neymar e Messi, o Real Madrid investiu milhões em Eden Hazard, protagonista do Chelsea, e o Barcelona tirou Robert Lewandowski do Bayern de Munique, o City ia na contramão. Observava talentos menos badalados e em times de menor expressão.

Foi o caso do goleiro Ederson, que defendia o Benfica, do zagueiro Stones, que vestia a camisa do Everton e de Aké, contratado do Bournemouth. As contratações, é claro, envolveram altas cifras milionárias em virtude do inflacionado mercado europeu, mas foram até então modestas em comparação aquilo que os adversários faziam naquele momento.

Bernardo Silva, contratado do Monaco, Walker, do Tottenham, e Rodri, do Atlético de Madrid, se tornaram de fato protagonistas para ocuparem a primeira prateleira do futebol com a camisa dos Citizens.

O último a chegar a integrar a 'máquina' montada por Guardiola foi Manuel Akanji. O suíço defendia o Dortmund e foi contratado para a atual temporada. Em pouco tempo, conquistou a confiança do comandante e foi um dos homens que integraram a base sólida do City que busca a tríplice coroa diante da Inter de Milão, no sábado (10), em Istambul.