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Estrelas no banco, saídas diferentes e mais: as histórias de Jardim e Tite nos reencontros que marcam Flamengo x Cruzeiro

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Gerson x Flamengo, Leonardo Jardim x Cruzeiro: o que esperar da noite de reencontros no Maracanã? Birner analisa (2:06)

Comentarista da ESPN, Vitor Birner projeta confronto desta quarta-feira (2:06)

Flamengo e Cruzeiro duelam pela 5ª rodada do Brasileirão, nesta quarta-feira (11), às 21h30 (de Brasília), no Maracanã. E a partida marca alguns reencontros, em especial envolvendo os dois técnicos.

Do lado rubro-negro, Leonardo Jardim vai para o seu segundo jogo à frente do Flamengo justamente contra o seu ex-clube, o Cruzeiro. Já pelos lados da Raposa, Tite encara o time carioca, que dirigiu de 2023 a 2024. Trajetórias com semelhanças e ao mesmo tempo opostas que envolvem os dois comandantes.

Tanto Tite no Flamengo, quanto Jardim no Cruzeiro chegaram badalados para os respectivos trabalhos. No entanto, acabaram sem grandes conquistas, mas com saídas diferentes.

Enquanto no time carioca, a saída foi turbulenta e pelas portas dos fundos, com Tite muito criticado e vendo Filipe Luís ganhar a Copa do Brasil de 2024 pouco tempo depois, Leonardo Jardim agradou e muito na Raposa, sendo terceiro lugar no Brasileirão, ficando atrás apenas de Flamengo e Palmeiras. No entanto, teve uma saída traumática.

Jardim tinha contrato até o fim de 2026, mas alegou problemas pessoais para não continuar em Belo Horizonte. O Cruzeiro aceitou o pedido do treinador e o liberou. No entanto, três meses depois, viu o ex-técnico assumir o clube que enfrenta nesta quarta-feira.

Tanto é que Pedrinho BH, dono do clube, chegou a dizer que 'verdades não duram 24 horas', em relação ao argumento dado pelo português para deixar a Raposa.

“Eu parei de tomar vinho e comer azeite (risos). A questão do Jardim é que ele tinha contrato, todo mundo sabe, até esse ano de 2026, mas ele falou que não queria ser mais técnico. Queria ser gestor, pediu para tirar a multa do contrato dele, e eu tirei. Falou que precisava ir embora, ficar dois meses resolvendo problema pessoal, e assim foi. Na realidade, ele que me deixou sozinho", disse Pedrinho, à GETV, para completar.

"O Jardim é um grande técnico, fez um trabalho espetacular no Cruzeiro. Eu tenho que fazer curso no futebol, é difícil para mim (risos). As verdades não duram 24 horas. Que ele tenha muita sorte lá no Flamengo, e nós vamos continuar fazendo o nosso trabalho aqui no Cruzeiro”.

“Eu preciso aprender umas regras ainda. Eu fui de bom coração. A multa, qualquer estrangeiro que vem, vocês sabem que são seis meses de salário. Vou reivindicar pro Boto (risos). Foi isso o que aconteceu”, finalizou.

Estrelas no banco

Uma semelhança envolve os dois técnicos: o fato de não titubear na hora de deixar uma estrela no banco. Seja com Tite no Flamengo, quando Gabigol amargou a reserva, ou com Jardim no Cruzeiro, quando o próprio Gabi ficou no banco, assim como Dudu na Raposa.

Técnicos com personalidade, Tite e Jardim são da linha do 'jogo limpo' com o elenco. E a meritocracia fala mais alto do que a bagagem na hora de escalar as equipes.

Logo em seu primeiro jogo, Jardim deixou Paquetá, reforço mais caro da história do Flamengo, no banco. Em BH, Fagner e Matheus Henrique atualmente não são titulares.

Clima no Maracanã

Agora, do outro lado, Jardim terá a torcida ao seu lado no Maracanã, o que não pode dizer o mesmo de Tite e Gerson, outro ex-Flamengo e que também saiu de uma maneira que criou rusgas. O Coringa deixou o Flamengo após o Mundial de Clubes do ano passado rumo ao Zenit logo após renovar o contrato, mas voltou seis meses depois para o Cruzeiro. O jogo promete.