Jogador do Vitória admite 'cera' contra Botafogo e revela pedido de desculpas: 'Para tirar ponto de vocês aqui, é assim'

Volante do Vitória, Willian Oliveira admitiu que a equipe baiana fez "cera" em campo como estratégia no empate por 1 a 1 com o Botafogo, neste sábado (23), pelo Brasileirão.

Logo após a partida, na zona mista do Nilton Santos, o meio-campista exaltou a qualidade do elenco alvinegro e disse que a forma de voltar para Salvador pontuando seria gastando um pouco mais de tempo em campo.

Willian, inclusive, revelou ter pedido desculpas a Marlon Freitas, do Botafogo, após a partida. Os dois já tinham atuado juntos em outras equipes.

"Sem lamentação (pelo resultado), pelo contrário. É dar graças a Deus por esse ponto conquistado, até falei com o Marlon Freitas, que é um amigo, já jogamos juntos no Botafogo-SP, também somos da base do Fluminense. Falei: 'irmão, peço desculpas se vocês ficaram bravos conosco por, talvez, ficarmos um pouco no chão, chutarmos a bola para a longe, gastarmos um pouco do tempo, mas o time de vocês é muito bom'. O time dos caras é uma máquina. Se tem um cara muito bom jogando, sai, entra outro muito bom também", começou por dizer.

"Eu falei para ele 'para tirar ponto de vocês aqui é assim, não tem o que fazer, a gente reconhece que o time de vocês tem muita qualidade'. Não é à toa que é líder do campeonato, junto com o Palmeiras", prosseguiu.

O jogador do Leão da Barra ainda lembrou da vitória por 2 a 0 sobre o Palmeiras, no Allianz Parque, em julho, quando a equipe também usou da mesma estratégia.

"É assim para ganhar aqui deles (Botafogo), como ganhamos no campo do Palmeiras, é desse jeito. O time dos caras é muito bom e nós reconhecemos a qualidade que eles têm. Então tem que ter estratégia para ganhar dos caras, e essa foi a nossa aqui, no estádio do Palmeiras, e graças a Deus conseguimos pontuar contra essas duas equipes, esses dois elencos de extrema qualidade."

A "cera" da equipe rubro-negro, inclusive, foi alvo de críticas de John Textor, dono da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Botafogo, que afirmou que o árbitro Ramon Abatti Abel deveria ter dado mais minutos de acréscimo no segundo tempo.

"Não tenho nada contra o árbitro, mas fiquei bem surpreso que depois de toda cera, das lesões e do anti-jogo intencional... Só seis minutos de acréscimos foi esquisito", disse.

"Acho que o árbitro tem o tempo nas mãos. Seis minutos foi loucura... O jogo foi um empate, mas também se tivesse mais três minutos de acréscimos não seria garantido que venceríamos", completou.

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