Por que Paulo Turra, mal no Santos, saiu do Athletico-PR mesmo com 73% de aproveitamento

Paulo Turra, técnico do Santos Raul Baretta/ Santos FC

A partida entre Santos e Athletico-PR, neste sábado (5), pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, colocará frente a frente o atual e também o último clube do técnico Paulo Turra.

Se pelo Peixe o treinador não vive fase nada boa, com direito a apenas uma vitória em seis partidas, pelo Furacão a história foi bem diferente, graças a um trabalho que rendeu título e um alto aproveitamento de pontos.

Pelo Athletico, Turra levou o time à conquista invicta do Campeonato Paranaense, à classificação antecipada ao mata-mata da CONMEBOL Libertadores, às quartas de final da Copa do Brasil e também à posição no Brasileirão, este em 2022.

Ao todo, foram 25 vitórias, quatro empates e sete derrotas em 36 jogos, um aproveitamento de 73,1%. Mas então por que o treinador foi dispensado do rubro-negro?

Tudo aconteceu basicamente como reflexo da saída de Luiz Felipe Scolari, que recebeu uma oferta do Atlético-MG para voltar a ser treinador e optou por deixar o cargo de diretor em Curitiba.

Pega de surpresa com a escolha de Felipão, a diretoria paranaense, então, demitiu Paulo Turra com a justificativa de que o profissional havia sido indicado e bancado por Scolari.

"Fiquei triste por ele (Felipão) estar nos deixando, mas ao mesmo tempo estava pronto para dar continuidade ao trabalho. Depois teve o meu desligamento e entendi perfeitamente, com muita compreensão", falou Turra, em entrevista ao ge.

"Não tenho nada a lamentar nesses sete meses que estive à frente do Athletico. Entendo a atitude do clube. Só tenho que ser grato, ao professor Luiz Felipe que indicou meu nome para ser treinador, ao presidente Petraglia e ao CEO Alexandre Mattos, que acreditaram, e a todo o clube, torcida e staff, que deram o respaldo para que tivéssemos esses números", concluiu o técnico, que, dias depois, assumiu o Santos no lugar de Odair Hellmann.

Pelo time da Vila Belmiro, Turra vive fase completamente distinta da que ostentava no Furacão. Em seis jogos, conseguiu apenas uma vitória, por 4 a 3 em cima do Goiás, além de dois empates e três derrotas. Foram 14 gols sofridos e apenas seis marcados, números que deixam o Santos na preocupante 15ª posição, com 17 pontos apenas dois acima da zona de rebaixamento.

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