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Tiquinho Soares foi pedreiro, vendia sacolé, passou por 11 clubes pequenos e agora tenta levar Botafogo à Libertadores

Conheça a história de Tiquinho Soares, destaque do Botafogo no Brasileirão


Tiquinho Soares é um exemplo de superação. O atacante teve vários motivos para desistir do futebol. Mas ele insistiu e agora, aos 31 anos, brilha no Botafogo, que enfrentará o Santos, nesta quinta-feira, pelo Brasileirão. A equipe de General Severiano briga por uma vaga na Conmebol Libertadores de 2023.

Nascido de uma família humilde na Paraíba, Francisco, apelidado por sua mãe de Tiquinho "por ser bem pequenininho", teve uma infância complicada, tendo que conciliar as brincadeiras e estudo com o trabalho para ajudar no sustento em casa. Isso quando não acontecia algum imprevisto.

"Já trabalhei de muitas coisas, como servente de pedreiro, churrasqueiro, e vendia sacolé também, lá no sertão da Paraíba. Teve um dia que eu fui vender sacolé no jogo lá no terrão da minha cidade e o pessoal acabou com todos os meus produtos. O problema é que ninguém me pagou e eu voltei para casa sem dinheiro", lembrou ele, em entrevista à ESPN, em 2018.

Enquanto isso, Tiquinho Soares ia tentando iniciar uma carreira no futebol, o que não foi nada fácil. "Eu comecei a jogar em Sousa, na Paraíba, na escolinha de um amigo meu, e de lá eu dei meus primeiros passos. Depois eu fui para Natal jogar no terrão e em times de bairro. Eu rodei em times de vários amigos, até que surgiu a oportunidade de eu jogar meu primeiro estadual de base, pelo Palmeiras das Rocas, quando fui o artilheiro do Sub-17, com 20 gols, aí o América-RN me contratou".

No tradicional clube de Natal, ele se tornou profissional, mas pouco teve oportunidades, o que fez com que ele rodasse por inúmeras equipes de menor expressão procurando uma chance de jogar.

Entre 2012 e 2014, o atacante atuou por nove clubes diferentes, como o Caicó e Pelotas e só conseguiu uma sequência de jogos quando foi emprestado pelo CSP, da Paraíba, para o Nacional, de Portugal.

"A oportunidade em Portugal surgiu quando eu joguei o Gauchão pelo Veranópolis. O Nacional me procurou e eu aceitei. A maior dificuldade em relação ao futebol de lá foi em relação ao ritmo de jogo, que é muito mais intenso que no Brasil", explicou.

Na temporada 2015/2016, ele foi um dos artilheiros do Campeonato Português, com 14 gols e chamou atenção do Vitória de Guimarães, que o contratou. Na nova equipe, manteve o bom nível e apenas um ano depois, foi negociado com o Porto, um dos maiores clubes do país.

Com 1,87m e muita força, Tiquinho se destaca, além dos gols, por fazer muito bem a função de pivô, colocando seus companheiros em condições de marcar. O desempenho o fez ser comparado com o brasileiro Hulk, ídolo do Porto e que fazia companhia para Falcao Garcia no ataque da equipe há alguns anos.

Em quatro temporadas na equipe, ele venceu duas vezes a Liga Portuguesa e uma Taça de Portiugal. Em 2020, mudou-se para o Tianjin Teda, da China, onde ficou apenas uma temporada.

Ano passado, Tiquinho foi para o Olympiacos, no qual venceu o Campeonato Grego antes de chegar no meio de 2022 ao Botafogo. Em 12 partidas pelo clube carioca, ele fez cinco gols e deu uma assistência