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Ex-zagueiro relembra dia que Cuca quis 'matar' preparador após ter 'superstição' ignorada: 'Nunca mais na vida fale isso para mim'

Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, ex-zagueiro Juninho relembrou episódio envolvendo Cuca que o marcou durante sua passagem pelo Botafogo


O domingo (31) será especial para Cuca. Pouco mais de sete meses após deixar o cargo de treinador no Atlético-MG, em dezembro de 2021, ele fará a sua reestreia sob o comando do time do Galo, a partir das 16h, no Beira-Rio, contra o Internacional, pela primeira rodada do 2° turno do Brasileirão.

E com o retorno do treinador de 59 anos para a sua terceira passagem pelo clube mineiro, velhos hábitos voltarão ao dia a dia dos jogadores e comissão técnico do Galo. Alguns deles, sem sombra de dúvidas, ligados ao lado 'supersticioso' de Cuca, que costuma manter alguns 'rituais' nos dias de jogos dos times que comanda.

Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, o ex-zagueiro Juninho, que trabalhou com o treinador no Botafogo entre 2006 e 2007, lembrou de uma história engraçada envolvendo uma das principais superstições de Cuca: nos jogos, o ônibus da equipe não pode dar a marcha à ré na chegada ao estádio.

Segundo o ex-jogador, antes de uma partida contra o Náutico, nos Aflitos, pelo Brasileirão de 2007, Cuca teve sua superstição 'ignorada' pelo preparador físico do Glorioso à época, e a história terminou com o treinador 'louco' depois de ser contrariado.

"A gente foi jogar lá, e a entrada nos Aflitos era uma ruazinha muito estreita, então para entrar com ônibus não dava para fazer a volta lá dentro do estádio, não tinha espaço. Então o ônibus tinha que entrar de ré, só que o ônibus não pode dar ré com o Cuca, de jeito nenhum poderia dar ré. Em 2007, o time voando, aí estamos lá dentro do ônibus, e nós, jogadores, já comentando. O motorista já ia fazer a volta lá para entrar de ré dentro do estádio com o ônibus. Levanta o Riva, que era o preparador físico dele na época, e ele fala assim: 'não, não, Cuca, hoje vamos entrar de ré e vamos ganhar esse jogo. Vamos ou não vamos, rapaziada?'", começou por dizer.

"E o Cuca deixou, 'então tá bom', o Riva motivando, todo mundo gritando no ônibus, todo mundo respondeu 'vamos que vamos'. Entrou de ré o ônibus, começa o jogo, cinco minutos e 1 a 0 para nós, e o Riva vibrando no banco, 'tá vendo, Cuca? Para com essas coisas'. Terminou 4 a 1 para o Náutico (risos). O Cuca estava louco, estava nem preocupado com o time, estava preocupado com o Riva, queria matá-lo. 'Nunca mais na vida fale isso para mim'", prosseguiu.

"Ele tinha isso, é muito supersticioso, a gente respeita. É de cada um ter isso, mas no Cuca era muito marcante isso de não poder dar ré no ônibus. E na experiência que ele teve com a gente pelo menos, ele não foi feliz (risos)", complementou.

Por último, Juninho ainda elogiou bastante o treinador, desejando boa sorte nesta nova passagem pelo Atlético-MG.

"É um cara que eu tenho um carinho muito grande, a gente é amigo, a gente conversa. Fico feliz de ele ter voltado para o Atlético-MG, ele é merecedor de tudo isso que está acontecendo na carreira dele. Sabe muito de futebol, já jogou, fala a língua do jogador", finalizou.


Durante em que trabalharam juntos, Cuca e Juninho foram campeões da Taça Rio (2007). No ano seguinte, Juninho foi para o São Paulo, mas em 2009 voltou ao Botafogo, porém, o treinador já estava sob o comando do rival Flamengo. Entre 2010 e 2018, Juninho ainda atuou pelo Tigres (MEX), onde se tornou ídolo por lá.