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Diretor da SAF do Botafogo prevê aumento de R$ 250 milhões em receita já em 2024: 'Nível sustentável e competitivo'

Thairo Arruda, diretor geral da SAF do Botafogo Arquivo Pessoal

Líder do Campeonato Brasileiro, o Botafogo não colhe os frutos somente dentro de campo. Fora dele, o Glorioso se reorganiza pensando em um futuro estável e equilibrado.

Em entrevista ao programa “CNN Esportes S/A” no último domingo (16), Thairo Arruda, diretor geral da SAF do clube carioca, estimou um aumento significativo das receitas já ao final de 2024 e explicou o processo.

"O aporte que o John Textor está fazendo por contrato é o recurso que temos para cumprir esse gap entre receitas e despesas até atingirmos a sustentabilidade. Temos mais um ano e meio utilizando esses recursos extras para chegar em um nível financeiro em que o Botafogo seja sustentável. Temos desenvolvido novas formas de receita, quando assumimos era R$ 100 milhões, esse ano vamos fechar em R$ 250 milhões, no ano que vem estimamos R$ 300/350 milhões. Quando o Textor terminar aportes, esperamos estar em nível sustentável e competitivo", destacou.

"Nosso objetivo, nossa missão, é utilizar os recursos da melhor forma até ser sustentável. Ser competitivo sem queimar caixa. No Brasil, folha salarial está diretamente ligada à colocação na tabela. Quando cresce nível de receita, mais condição de elenco mais caro, mais condição de ganhar títulos. Mas se é uma receita que todos os clubes têm, não crio vantagem competitiva. Não é só gerar receitas, é gerar receitas que meus competidores não conseguem. Como business de show. Criamos uma receita que os outros não têm."

A ideia de se tornar equilibrado e sustentável a longo prazo é um dos principais pilares da organização do Botafogo. No entanto, a forma que as coisas aconteceram antecipando o planejamento surpreendeu o dirigente.

"Nosso plano é sempre de longo prazo. Também estamos um pouco entusiasmados com esse momento, não esperávamos estar agora na primeira posição com essa diferença. Esperávamos no futuro, chegou antes. Nosso horizonte é de longo prazo, com planejamento estratégico e sem loucuras. A visão é ser um clube sustentavelmente competitivo. O ano passado foi de sobrevivência, esse ano, o segundo, temos casa organizada, time competitivo. É o ano que chamamos de crescimento", completou.

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