Chefão de LALIGA dá 'solução' para Barcelona sair da crise financeira: 'Vender dois ou três craques'

Jogadores do Barcelona comemoram gol sobre o Getafe, por LALIGA EFE/Alberto Estévez

O presidente de LALIGA, Javier Tebas, disse nesta sexta-feira (1º) que o Barcelona pode se adequar às regras de fair play financeiro para salários se vender "dois ou três de seus jogadores extraclasse" para outros clubes.

Em 20 de fevereiro, o Barça teve seu limite anual de gastos salariais cortado em 66 milhões de euros (R$ 354,51 milhões) pela liga, indo de 270 milhões de euros (R$ 1,45 bilhão) para 204 milhões de euros (R$ 1,095 bilhão).

Com a massa salarial blaugrana estando na casa dos 400 milhões de euros (R$ 2,148 bilhões), mais do que o dobro do limite imposto por LALIGA, a equipe catalã enfrentará um desafio enorme para contratar e registrar novos jogadores na janela de transferências do próximo verão europeu.

Questionado se o Barcelona caminhava para se tornar um clube como o Ajax, que produz grandes jogadores mas não consegue mantê-los no clube por muitos anos, Tebas fez forte análise.

"Isso não vai ocorrer. O Barça vai conseguir sair da situação em que está. Eles possuem dois ou três jogadores extraclasse que podem vender", argumentou.

"Se eles venderem esses jogadores, podem resolver uma parte grande do problema em que estão. Fazendo isso, eles podem gerar receita que não gera juros, e aí podem pagar os jogadores", acrescentou.

No momento, os culés ainda estão traçando o planejamento para a temporada 2024/25. No entanto, o diretor de futebol Deco fez algumas previsões na última quinta-feira (29), em entrevista à Catalunya Radio.

De acordo com o dirigente, porém, os planos do Barcelona não vão de encontro ao "pedido" de Tebas.

"Nossa ideia é não vender ninguém. Pelo contrário: a gente precisa reforçar o elenco. Não precisamos de muitas coisas, mas não queremos vender. Estamos contando com todos", apontou.

"Nomes como Frenkie (de Jong), Pedri, Gavi, (Ronald) Araújo representam nosso presente e também nosso futuro. Eles possuem contrato e têm que ficar mais anos conosco", complementou.

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