Mensagens de WhatsApp detonando Lionel Messi foram divulgadas pelo jornal espanhol Sport
O jornal Sport, da Catalunha, revelou uma troca de mensagens entre a antiga diretoria do Barcelona que destilavam ódio a Lionel Messi e demais estrelas do vestiário culé.
A origem dos textos vem da época em que o jornal El Mundo trouxe detalhes do contrato do argentino assinado em novembro de 2017 que, segundo o veículo, "arruinava o Barça".
As mensagens são do dia 31 de janeiro de 2021, quando a cúpula já não fazia mais parte do clube. Entre outros assuntos, as mensagens revelam um possível pedido do antigo camisa 10 a Bartomeu, antigo presidente: não mexer no seu salário e no de Luis Suárez durante a pandemia.
Um dos mais exaltados é Román Gómez Ponti, antigo chefe do Departamento Jurídico do Barcelona. Nas mensagens, o ex-dirigente chama Messi de "rato de esgoto" e "anão hormonado".
Veja abaixo a mensagem na íntegra:
"Barto [Bartomeu], sério, você não pode ser uma pessoa tão boa com esse rato de esgoto. O clube lhe deu tudo e ele dedicou-se a marcar uma ditadura de contratações, transferências, renovações, patros (patrocinadores) só para ele, etc. Nunca poderei fazê-lo, mas Pinto, a renovação de Suárez e a de Jordi Alba, ou a comissão de renovação de Fati (Rodrigo Messi, agente?) devem ser adicionados aos números de seu contrato. E sobretudo o acúmulo de chantagens e grosserias que o clube e nós que trabalhamos sofremos desse anão hormonado que deve a vida ao Barça... ah! Mas quando as coisas vão mal (pandemia) você recebe o WhatsApp: 'Presidente, abaixe o salário dos outros, mas não toque no Luis e em mim.'"
Além de Ponti, outros dirigentes participam das trocas de mensagens. São eles: Òscar Grau, ex-CEO do clube, executivos como Jordi Moix, Oriol Tomàs e David Bellver, o diretor financeiro Pancho Schroder e Javier Sobrino, diretor de Estratégia e Inovação.
Além de Lionel Messi, outras estrelas do vestiário do Barcelona são contestadas. Piqué e Busquets, por exemplo, são chamados de "mimados" e "insensíveis" por Ponti.
"Sob sua liderança [Bartomeu], o clube deve enfrentar a redução drástica da folha salarial do time de futebol, ainda mais depois da atitude pouco apresentável, desprezível e repugnante de um quadro de funcionários mimados e milionários insensíveis que se recusaram a acertar com o clube as medidas mínimas para garantir nossa viabilidade econômica, independentemente do sofrimento do povo", escreveu.
"Aqueles jogadores que não têm mercado e não podem ser transferidos (Busquets pode ser um excelente exemplo) podem ser despedidos com uma compensação mínima e esquecer que passaram por o clube que não quiseram apoiar”, completou.
