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Eriksen conta bastidores de ida ao hospital após quase morrer, cita 'fim da carreira' e diz como ganhou força para voltar

Novo reforço do Brentford relembrou como foi o processo de retorno aos gramados após sofrer uma parada cadíaca na última edição da Eurocopa


Quase sete meses após o susto na Eurocopa, quando sofreu uma parada cardíaca na partida entre Dinamarca e Finlândia, o meia Christian Eriksen está de volta ao futebol.

Anunciado como reforço do Brentford, o meio-campista revelou, em sua primeira entrevista ao novo clube, que chegou a pensar que não voltaria mais a jogar bola quando estava a caminho do hospital em Copenhague.

''A caminho do hospital eu disse a Sabrina (namorada) que eu poderia guardar minhas chuteiras. Pensei que não voltaria a jogar. Mas dois dias depois mudou, foi no momento. Eu entendi o que aconteceu comigo mais tarde naquela noite e nos dias seguintes. Então, começaram os exames e todo o conhecimento foi chegando, com as perguntas feitas: 'Posso fazer isso? Posso fazer aquilo?'', disse Eriksen ao site do clube.

O jogador precisou por uma cirurgia para implantar um cardiodesfibrilador implantável (CDI), motivo que o fez romper contrato com a Inter de Milão, já que esse tipo de aparelho não é permitido em jogadores profissionais do futebol italiano.

''O pensamento voou lentamente em um caminho de que, se eu puder fazer os exames com um médico, posso lentamente voltar a jogar futebol. Houve muitos exames para ver como o coração reagia ao treino físico de novo e nada apareceu, tudo foi bom. Então, a cada mês eu poderia avançar e poderia jogar'', afirmou o dinamarquês.

Depois de ser liberado pelos médicos, Eriksen voltou a treinar no Ajax, clube que o revelou para o futebol mundial, para manter a forma física. Agora, sete meses depois do susto, o meia vive a expectativa da reestreia na Premier League, onde já atuou pelo Tottenhamantes mesmo de ir para a Inter.

''É o período mais longo que estou sem jogar futebol. Tive sorte de não ter sofrido nenhuma lesão. Ficar seis ou sete meses sem futebol é muito tempo. Tem sido muito difícil. Você tem que esperar curar e não fazer nada. Comecei o processo de reabilitação, depois toquei uma bola, estive num gramado, cheirei a grama, coloquei chuteiras... E tudo começou a voltar'' disse.