Wayne Rooney, ex-atacante de Manchester United e Inglaterra, atualmente trabalha como técnico do Derby County, da 2ª divisão inglesa
Lenda do Manchester United e da seleção da Inglaterra, o ex-atacante Wayne Rooney contou que nunca esteve preparado para a pressão que acompanhou sua ascensão ao estrelato do futebol ainda na adolescência, e que ele frequentemente recorreu à bebida alcoólica para lidar com seus problemas.
Hoje trabalhando como técnico do Derby County, Rooney começou sua carreira no Everton, time do qual era torcedor na infância, e anotou seu 1º gol na Premier League de forma espetacular quando tinha apenas 16 anos, em cima do Arsenal, em 2002.
Depois, ele foi vendido ao Manchester United e se tornou um dos maiores jogadores da história da equipe e do futebol inglês, marcando 253 gols pelo clube de Old Trafford e ganhando cinco títulos do Campeonato Inglês, além da Champions League e do Mundial de Clubes.
Rooney, atualmente com 36 anos, tornou-se também o maior artilheiro da seleção inglesa, com 53 gols, além de atleta com maior número de jogos pela equipe (120).
Em entrevista, ele abriu o coração e relatou que nunca esteve preparado para a fama, principalmente depois de ter passado boa parte da infância e adolescência em um dos bairros mais barra-pesada de Liverpool.
"Eu fui disso (vida difícil na infância) a lidar com a fama de virar jogador da Premier League aos 16 anos, e depois um jogador internacional. Certamente era algo para o qual eu não estava preparado", afirmou o ex-atleta, em entrevista ao Daily Mail como divulgação de um documentário sobre sua vida e carreira.
"Eu nunca havia pensado sobre a outra parte do que envolve ser um jogador de futebol. Eu não estava preparado para essa parte da vida", seguiu.
"Levei muito tempo para me acostumar com isso e arrumar uma maneira de lidar com essas coisas. É como ser jogado em um lugar no qual você se sente desconfortável o tempo todo. Isso foi muito duro para mim", complementou.
Rooney confessou que, neste período, abusou várias vezes da bebida alcoólica, uma situação que persistiu em sua vida até o nascimento de Kai, seu primeiro filho, em 2009.
"Houve várias ocasiões em que eu tirava dois dias de folga do futebol, me trancava e só bebia. Bebia para tentar apagar isso da minha mente", confessou.
"As pessoas sabem que eu gostava de beber de vez em quando, mas o problema era muito maior. O maior problema estava dentro da minha cabeça", lamentou.
"Era o conjunto de várias coisas... A pressão de defender meu país, de jogar no United... Das coisas que saíam nos jornais sobre minha vida pessoal... Lidar com essas coisas é uma pressão muito grande", finalizou.
