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São Paulo: Nikão assume a 10 que já foi de Ricardinho, Adriano Imperador e Daniel Alves; relembre os últimos

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São Paulo revela número da camisa de Nikão, que fala em privilégio: 'Grande responsabilidade' (1:41)

Jogador foi oficialmente apresentado nesta quinta-feira pelo time tricolor (1:41)

Nikão chega ao São Paulo com status de principal contratação para 2022 e recebe de cara a camisa que já foi de Zizinho, Gerson, Pedro Rocha e Raí


O São Paulo ofereceu a Nikão a prova de que ele é, sim, a grande contratação para a temporada 2022. O clube apresentou o meia-atacante como novo camisa 10, número que estava vago desde a saída conturbada de Daniel Alves, em meados do ano passado.

"Fico muito feliz. Uma camisa que grandes craques tiveram a honra de vestir. Sou um cara privilegiado de vestir a camisa 10, como Raí, Zizinho, Pedro Rocha, Hernanes. Tem uma história muito grande no clube, sei que é uma grande responsabilidade", falou o jogador em sua apresentação.

É de fato uma responsabilidade, mas também uma pressão extra sobre Nikão. Até porque ele será o 13º jogador a vestir a camisa 10 nos últimos 20 anos. E nem todos, para não dizer a maioria, tiveram sucesso com o número nas costas.

Relembre abaixo todos que passaram pelo Morumbi com a camisa 10, como chegaram ao clube e como encerraram seus ciclos.

Ricardinho (2002/03)

Contratado do Corinthians para levar o São Paulo a uma era vitoriosa, assumiu a 10 de um time que já tinha Rogério Ceni, Kaká e Luis Fabiano. A equipe foi líder com folgas na primeira fase do Campeonato Brasileiro em 2002, mas acabou eliminada pelo Santos no mata-mata.

A passagem de Ricardinho durou uma temporada e meia, rendeu apenas 4 gols, nenhum título e uma dívida que até hoje é paga pelo time do Morumbi, por acordos não cumpridos na época.

Marquinhos (2004)

De volta à Conmebol Libertadores, o Tricolor foi buscar Marquinhos, meia armador que havia se destacado no Paraná e pertencia ao Bayer Leverkusen. O jogador tinha o aval de Cuca, que havia acabado de assumir o cargo.

Marquinhos passou apenas um semestre no clube. Não conseguiu mostrar o futebol de outros tempos e se despediu com uma atuação discreta contra o Once Caldas, na derrota que eliminou o São Paulo na Libertadores de 2004.

Danilo (2004/05)

Foi, disparado, quem mais teve sucesso com a 10 após a aposentadoria de Raí, em 2000. Chegou do Goiás, junto com Fabão, Grafite e Cuca, assumiu imediatamente a camisa 16, mas mudou de número após a saída de Marquinhos.

Com a 10, Danilo virou "Zidanilo", apelido em alusão a Zinedine Zidane, do Real Madrid. Foi campeão paulista, da Libertadores, do Mundial de Clubes, todos em 2005, e se despediu com o título brasileiro no ano seguinte.

Souza (2007)

Danilo se transferiu para o Japão e deixou a 10 nas mãos de Souza, ex-companheiro de meio-campo. No clube desde 2003, o jogador passou por vários números, em especial o 21, usado nas conquistas do Paulista, Brasileiro, Mundial e também da Libertadores, entre 2005 e 2006.

Na única temporada que usou a 10, Souza ajudou o time de Muricy Ramalho a ser bicampeão brasileiro, nem sempre como titular, mas importante nos principais jogos. Foi dele, por exemplo, a assistência para Dagoberto fechar a vitória por 3 a 0 sobre o América-RN, que confirmou o título.

Adriano (2008)

Um dos nomes mais pesados da lista, o "Imperador" chegou ao São Paulo em 2008, emprestado por um semestre pela Inter de Milão, após fazer tratamento no Reffis do clube, no centro de treinamento da Barra Funda. Era parte do plano para recuperar o astro.

Foi muito bem em campo. Estreou com dois gols contra o Guaratinguetá, marcou outros vários no Paulista e principalmente na Libertadores, mas foi embora sem troféus. O adeus foi na traumática eliminação para o Fluminense, quando Washington fez o 3 a 1, de cabeça, nos últimos lances no Maracanã.

Hernanes (2009/10)

O São Paulo foi campeão brasileiro novamente em 2008 sem um camisa 10. Na virada do ano, a diretoria tentou Darío Conca, do Fluminense, mas não conseguiu negócio. O número então passou a ser de Hernanes, eleito melhor jogador do título no ano anterior.

O "Profeta" usou a camisa por um ano e meio, até se transferir para a Lazio. Destacou-se como de costume, marcou belos gols e liderou o São Paulo na briga pelo tetra do Brasileirão e até a semifinal da Libertadores em 2010. Acabou sem nenhum dos troféus.

Rivaldo (2011)

O melhor jogador do mundo em 1999 foi contratado pelo São Paulo após um convite de Rogério Ceni, no vestiário do Estádio do Mogi Mirim, clube que Rivaldo presidia, na primeira rodada do Paulistão de 2011.

Estreou com belo gol contra o Linense, mas o peso da idade e as divergências com o técnico Paulo César Carpegiani não deixaram o veterano se firmar. Ficou somente uma temporada no clube.

Jadson (2012/14)

Contratado do Shakhtar Donetsk, Jadson conseguiu ser campeão com a 10 do São Paulo logo no primeiro ano, ao ser um dos destaques do título da Copa Sul-Americana, ao lado de Lucas e Osvaldo.

Usou o número na temporada seguinte também e seria o 10 em 2014, até ser envolvido em uma troca com Alexandre Pato, do Corinthians. Brilhou e conquistou muito mais com a camisa rival do que no Morumbi.

Ganso (2014/16)

A saída de Jadson deu a 10 do São Paulo a Paulo Henrique Ganso, meia contratado do Santos e que inicialmente vestiu a 8. Foram mais de dois anos com o número, mas nem sempre com o brilho que a torcida esperava.

Ganso viveu duas excelentes fases: no segundo semestre de 2014, no time vice-campeão brasileiro ao lado de Kaká, Pato e Alan Kardec, e depois em 2016, quando foi destaque da equipe semifinalista da Libertadores. Saiu em seguida para o Sevilla.

Cueva (2017/18)

Foi apresentado pelo São Paulo com a camisa 13, já que a 10 ainda pertencia a Ganso. Mudou de número na virada de 2016 para 2017, quando Rogério Ceni estreou como treinador e fez do peruano o seu principal jogador.

Cueva viveu muitos altos e baixos pelo clube. Demonstrou talento em campo e irresponsabilidade fora dele, mas foi importante na campanha que tirou o São Paulo do rebaixamento no Brasileiro. Saiu antes da Copa do Mundo de 2018.

Nenê (2018/19)

O penúltimo 10 do São Paulo foi Nenê. Deixou a 7 depois da saída de Cueva e parecia que levaria o clube a um inesperado título brasileiro, em parceria com Everton e Diego Souza.

A queda vertiginosa na tabela causou a demissão de Diego Aguirre, e Nenê foi apontado por muitos da torcida como um dos culpados. Ainda começou 2019 no clube, mas saiu após o vice-campeonato paulista para o Corinthians.

Daniel Alves (2019/22)

É, sem dúvida, o mais polêmico de todos os nomes citados. Da recepção de gala com milhares de torcedores no Morumbi, Daniel Alves personificou o time que ficou no quase no Brasileirão de 2020, por ser o principal jogador e também maior defensor de Fernando Diniz.

A saída do técnico, assim como a de Raí, Alexandre Pássaro e Leco, azedou a relação do astro com o clube. A dívida, que já era grande por causa da pandemia, foi só aumentando, até que, após uma convocação para a seleção, Daniel Alves disse que não se apresentaria sem receber os atrasados.

O fim da passagem foi melancólico e custoso ao São Paulo, que vai arcar com parcelas de R$ 400 mil por mês durante os próximos cinco anos, até dezembro de 2026. Enquanto isso, Daniel Alves joga no Barcelona por um salário simbólico.