<
>

Manchester City x Chelsea: 10 'pechinchas' que fizeram, e ainda fazem, sucesso nos dois bilionários

Clubes que mais gastaram dinheiro na Inglaterra nos últimos anos também encontram formas de negócios sem envolver tanto dinheiro e que oferecem muito em campo


Manchester City x Chelsea, grande jogo da rodada da Premier League neste sábado (15), às 9h30 (de Brasília), com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+, poderia muito bem ser o "Clássico dos Milhões", alcunha reservada a Flamengo x Vasco, mas por razões bem diferentes.

A dupla inglesa não economiza quando o assunto é contratação. Ao contrário, eles costumam ser bem ativos no mercado de transferências. Basta uma rápida pesquisa para descobrir que, nos últimos cinco anos, cada clube já torrou mais de 1 bilhão de euros, valor que hoje supera os R$ 6 bilhões, em novos jogadores.

Só que, ao mesmo tempo que despejam dinheiro em Jack Grealish, Romelu Lukaku e dezenas de outros nomes, City e Chelsea também possuem em sua história aqueles reforços que chegaram por pouco dinheiro – para a realidade da Europa, claro – e marcaram época com títulos, bom futebol e idolatria.

O ESPN.com.br separou abaixo cinco exemplos relativamente recentes de cada clube. No Chelsea, os citados já são sob a administração Roman Abramovich, russo que adquiriu os Blues em 2003. No City, a maioria foi contratada na atual gestão, do sheik Mansour Bin Zayed Al Nahyan.

Conteúdo patrocinado por Sportingbet e Claro

MANCHESTER CITY

Joe Hart

900 mil euros em 2006

Antes de virar bilionário e atrair alguns dos melhores jogadores do mundo, o City descobriu um goleiro de 19 anos no Shrewsbury, por quem não hesitou em pagar "apenas" 900 mil euros. Mas não foi de primeira que Hart correspondeu à expectativa.

Para ganhar experiência, o goleiro foi emprestado a Tranmere Rovers, Blackpool e Birmingham até assumir a posição definitivamente em 2010. Foram seis temporadas como titular, com 348 jogos e dois títulos de Premier League em 2011/12 e 2013/14.

Saiu em 2016 por decisão de Pep Guardiola, mas não deixou de ser uma lenda do City quando o clube mudou de patamar no país.

Vincent Kompany

8,5 milhões de euros em 2008

Dias antes de ser vendido aos investidores de Abu Dhabi, o City fez talvez uma de suas maiores contratações em todos os tempos. E por míseros 8,5 milhões de euros, uma verdadeira barganha por tudo que Kompany viria a fazer em Manchester.

Em 11 anos na cidade, o belga saiu de uma promessa que poucos acreditavam para literalmente virar estátua em frente ao Etihad Stadium. Tudo graças a uma história com 360 jogos, grande parte deles como capitão, e uma coleção invejável de taças.

Com Kompany, o City venceu quatro vezes a Premier League, mais duas vezes a Copa da Inglaterra, além do bicampeonato da Supercopa e os quatro títulos da Copa da Liga. Só faltou a Champions League, mas nada que apague a história passagem.

Pablo Zabaleta

8,7 milhões de euros em 2008

Ninguém daquela janela de 2008/09 chamou mais atenção do que Robinho. Mas, se o brasileiro saiu em baixa de Manchester, o mesmo não se pode dizer de Zabaleta.

O lateral argentino custou 8,7 milhões de euros, após passagem pelo San Lorenzo e pelo Espanyol, e virou mais uma dessas referências históricas para a torcida dos Citizens.

Em nove anos antes de ser liberado para o West Ham, Zabaleta deu muito ao City: 12 gols e 27 assistências em 333 partidas, trajetória que ficou completa com todos os títulos locais possíveis, entre eles dois da Premier League.

Oleksandr Zinchenko

2 milhões de euros em 2016

John Stones, Leroy Sané, Ilkay Gundogan. Todos reforços que Guardiola contratou em sua primeira janela como técnico do City, e por vários milhões. Mas outro nome chegou totalmente despercebido e se consolidou de forma surpreendente.

Zinchenko era um meio-campista do FC Ufa, da Rússia, ao ser comprado por apenas 2 milhões de euros. Passou uma temporada emprestado ao PSV e voltou em 2017 para ser nunca um titular absoluto, mas sempre um reserva prestativo na lateral esquerda.

Em Manchester, ajudou na conquista de três edições do Campeonato Inglês e tantos outros troféus. Falta ainda a Champions, que bateu na trave na temporada passada, quando o lateral foi decisivo em jogos importantes, como a semifinal contra o PSG.

Zack Steffen

6,82 milhões de euros em 2019

Outra contratação absolutamente sem alarde, feita em 2019, junto ao Columbus Crew, dos Estados Unidos. Atrás de um reserva para Ederson, o City pagou pouco menos de 7 milhões de euros.

O norte-americano, assim como Zinchenko, não é titular, até porque parece missão ingrata superar Ederson no gol do City, mas sempre mostrou personalidade quando acionado, o que lhe fez ganhar moral com Guardiola.

Até aqui, são apenas 18 jogos, mas o bastante para fazer parte do time campeão inglês e da Copa da Liga na temporada passada.

CHELSEA

Joe Cole

9,9 milhões de euros em 2003

Um dos primeiros reforços da história do Chelsea rico, antes da temporada 2003/04. Joe Cole era uma promessa do West Ham e chegou para ser um dos pilares do clube azul, o que conseguiu por muitos anos.

Meia-atacante ágil e decisivo, Cole anotou 40 gols e deu 42 assistências em 281 partidas. Deixou o clube sete temporadas depois, para o Liverpool, depois de ganhar três edições da Premier League e ser vice da Champions, em 2008.

Petr Cech

13 milhões de euros em 2004

Um ano depois de adquirir o Chelsea, Abramovich fez uma série de contratações que mudariam o patamar do clube. Mas talvez nenhuma tenha feito tanta diferença quando a do goleiro tcheco, que estava no Rennes, da França.

Foram 11 anos em Londres, com direito a 494 jogos (sendo 228 sem sofrer gols) e uma enxurrada de 15 títulos, entre eles 4 vezes a Premier League e a primeira Champions do clube, em 2011/12.

O mais engraçado é que, além de tudo, Cech acabou dando lucro financeiro ao Chelsea, pois, em 2015, foi liberado para o Arsenal por 14 milhões de euros. Um a mais do que custou 11 anos antes.

Ashley Cole

7,4 milhões de euros em 2006

Uma negociação que gerou muitos problemas, já que José Mourinho abordou o lateral-esquerdo enquanto ele ainda estava sob contrato com o Arsenal. O caso foi parar até na Fifa e gerou punição, mas a briga valeu a pena.

Em oito anos de Chelsea, Cole ganhou tanto quanto pelo ex-clube, com direito à Champions de 2011/12, uma Premier League e quatro edições da Copa da Inglaterra.

Saiu para a Roma com uma história de 338 jogos, sete gols, 38 assistências e nove títulos. Briga recompensada, diga-se a verdade.

César Azpilicueta

8,8 milhões de euros em 2012

Talvez nem o torcedor mais fanático deu tanta importância quando o Chelsea anunciou um zagueiro revelado pelo Osasuna e que havia passado as duas últimas temporadas no Olympique de Marselha.

Mas aqueles menos de 9 milhões de euros valeram muito a pena. Quase dez anos depois, Azpilicueta se tornou uma lenda viva dos Blues, com uma história de 453 jogos, um bicampeonato da Premier League e todos os títulos possíveis.

Na coleção, só falta o Mundial de Clubes, que os ingleses pretendem ganhar em fevereiro.

Thiago Silva

Custo zero em 2021

Um dos melhores zagueiros do mundo disponível de graça é algo que deveria causar uma "briga de foice" no mercado. Não foi o que aconteceu quando Thiago Silva anunciou que sairia do PSG após dez temporadas.

O Chelsea agiu rápido e, a pedido de Frank Lampard, fechou com o brasileiro. Em pouco mais de um ano, Thiago mostrou que o negócio foi excelente para as duas partes.

O brasileiro manteve a regularidade que marcou toda a sua carreira, enquanto o Chelsea ganhou um zagueiro extremamente confiável e vencedor. São 57 jogos, quatro gols e dois títulos, entre eles a Liga dos Campeões.