Em entrevista ao ESPN.com.br, Matheus Vargas contou histórias sobre carreira até o sucesso no Fortaleza
Depois da conquista da vaga na fase de grupos da Conmebol Libertadores, o Fortaleza começou a montar seu elenco para a temporada 2022, incluindo na manutenção de seus titulares. Um dos nomes que renovou foi o meia Matheus Vargas, garantido até dezembro de 2023 na equipe.
Em entrevista ao ESPN.com.br, o jogador relembrou momentos de sua carreira, desde o início no Corinthians até momentos que teve com Vampeta no Audax, chegando até a conquista da vaga histórica com o Fortaleza.
Em seu início, subiu ao time profissional do Corinthians em um momento histórico: da conquista do Brasileirão de 2015. Em um vestiário estrelado, viu um nome se ‘destacar’ por suas piadas, incluindo até um apelido especial.
“O Jadson, o que mais me chamou a atenção, é que ele era um cara muito brincalhão. Sempre estava brincando, colocando apelido. Era um cara que me chamou a atenção no vestiário. E sempre dando moral para os garotos que estavam subindo na época”, disse.
“Tinha um monte, desde Sid, da Era do Gelo, até... Eram muitos, brincavam muito comigo. Fico feliz, porque quando se sobe da base sempre tem um receio, mas eles abraçaram todos os garotos na época, por isso que fez do Corinthians gigante em 2015 e, logo depois, conquistando um novo campeonato em 2017”, riu.
Zoações, inclusive, fizeram parte de sua carreira. Em passagem pelo Audax, o ex-jogador Vampeta pegava no pé do jovem atleta, mas acabou recebendo ‘resposta’ tempos depois.
“O Vampeta é engraçado demais. Se ficar do lado dele, você dá risada o dia todo. Lembro de uma resenha muito rápida, que ele gostava de tirar sarro: ‘Ah, você não jogou ainda’. Um dia, no Audax, todo mundo considerava que seria um grande jogador, e em uma conversa em um churrasco, ele chegou para mim e disse”.
““‘Matheus, você está muito empolgado, calma aí, moleque. Não deu um chutinho 16h no domingo e está achando que é jogadorzão. Vai devagar aí, moleque’. Aquela coisa do futebol de antigamente, com a brincadeira do mais velho com o mais novo. Quando eu joguei 16h no domingo, eu mandei mensagem para ele, que não tinha mais como me zoar”, brincou.
Agora, no Fortaleza, Vargas teve contato com Juan Pablo Vojvoda, uma das revelações do Brasileirão de 2021, e relatou do que o treinador se difere dos demais.
“A mentalidade vencedora. No vestiário (contra o Bahia), a gente empatou nos últimos minutos (do primeiro tempo), chegamos no vestiário e estávamos com aquele ar de que fizemos um bom primeiro tempo, que conseguimos o empate. A gente não achou que estava bom, mas que estávamos indo pelo caminho certo”, afirmou.
“E ele chegou começando a dar dura: ‘Precisamos de mais, esse não é o time que eu treinei o campeonato todo’. Foi uma coisa diferente, porque a gente estava naquele espírito, e ele: ‘Não, não é o Fortaleza que eu treino, não é a intensidade’. O cara quer vencer, é vencedor”, finalizou.
