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Jornal francês vaza 'barca' do PSG, que precisa vender R$ 643 milhões para se adequar ao fair play financeiro

PSG precisará se mexer no mercado da bola, que reabre na Europa em janeiro de 2022


Em reportagem publicada neste sábado (25), o jornal L'Équipe vazou a "barca" que a diretoria do PSG prepara para zarpar na próxima janela de transferências, que se abre na Europa em janeiro de 2022.

Para se adequar às regras de fair play financeiro da Uefa, o diário diz que a equipe francesa precisará arrecadar ao menos 100 milhões de euros (quase R$ 643 milhões) em vendas de atletas nas janelas de inverno e verão do ano que vem (ou seja, em janeiro e junho).

Caso não consiga levantar esse montante, o déficit terá que ser coberto pela QSI (Qatar Sports Investments), dona do clube, para regularizar a situação financeira com a entidade que rege o futebol europeu.

Quem abre a "barca" de saídas é o meia brasileiro Rafinha, que tem contrato até 2023. Ele tem praticamente tudo certo para ser emprestado à Real Sociedad, da Espanha, até o final da atual temporada, e a esperança em Paris é que a equipe basca realize a compra depois. Além disso, os franceses economizarão com o pagamento dos salários do armador.

Outro jogador que o PSG quer vender o quanto antes é o goleiro espanhol Sergio Rico, quese tornou irrelevante no elenco depois da chegada de Gianluigi Donnarumma. O time francês está disposto a ouvir qualquer proposta pelo atleta, desde que seja de compra em definitivo.

Uma das situações mais complicadas é a do meio-campista Julian Draxler. Ele tem contrato com os parisienses até 2024, e, de acordo com L'Équipe, quer seguir no time e lutar por vaga. No entanto, o PSG quer se livrar de seu salário anual de 4,2 milhões de euros (R$ 27 milhões) e aguarda ansiosamente uma oferta na casa dos 20 milhões de euros (R$ 128,51 milhões) para negociar o alemão.

O lateral-esquerdo Layvin Kurzawa é mais um com vínculo até 2024 e de quem o Paris quer abrir mão o mais rápido possível. Ele ganha um alto salário e entra pouco em campo, o que o torna outro dos nomes da "barca" de saídas. Segundo a mídia italiana, Lazio e Roma têm interesse, mas ainda não fizeram propostas.

Mais dois defensores também estão na lista de vendas do PSG: o alemão Thilo Kehrer e o francês Abdou Diallo. Ambos são considerados dispensáveis, e o time da capital francesa espera propostas na casa dos 25 milhões de euros (R$ 160,63 milhões) por cada um, apesar de ter pago inacreditáveis 37 milhões de euros (R$ 237,74 milhões) por Kehrer, em 2018.

Por fim, quem fecha a lista de saídas é o atacante Mauro Icardi, que tem 28 anos e contrato até 2024.

O centroavante custou 50 milhões de euros (R$ 321,27 milhões) ao Paris, que vem tentando se livrar dele há tempos. A Juventus chegou a fazer proposta de 30 milhões de euros (R$ 192,76 milhões), mas os franceses não quiseram arcar com tamanho prejuízo.

A ideia da diretoria do PSG é ter uma alternativa para o trio Mbappé-Messi-Neymar, já que consideram que apenas Di María é um nome confiável no momento. No entanto, para trazer outro atacante de renome, a venda de Icardi teria que ser fechada primeiro.

Os fatores complicadores são o alto salário do argentino, a taxa de transferência cara e ainda os problema extracampo do jogador, que chegou a desfalcar seu clube em várias rodadas na atual temporada após se envolver em um escândalo de traição com sua esposa, a modelo Wanda Nara.