Atletas do Bayern tiveram seus salários cortados por não terem tomado vacina contra a COVID-19
O Bayern de Munique vive dias agitados em seus bastidores por causa da recusa de alguns jogadores em tomarem vacina contra a COVID-19.
No último domingo, a equipe informou que seis atletas do elenco (Joshua Kimmich, Serge Gnabry, Jamal Musiala, Éric Choupo-Moting e Michael Cuisance) tiveram seus salários reduzidos por não terem tomado imunizante.
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O que catapultou a decisão dos bávaros foi o fato de Kimmich ter entrado em contato com uma pessoa contaminada pela doença e, por não estar vacinado, foi obrigados a entrar em quarentena - até por isso, o meio-campista desfalcou a equipe na derrota para o Augsburg, pela Bundesliga.
De acordo com o jornal Bayerischer Rundfunk, no entanto, os jogadores ficaram "muito surpresos" e discordaram frontalmente da medida adotada pelo Bayern.
O veículo afirma, inclusive, que alguns dos atletas cogitam inclusive ir à Justiça para reaver os pagamentos retidos.
O diário revela que, no caso de Kimmich, o desfalque por causa da quarentena será de cerca de 800 mil euros (mais de R$ 5 milhões).
No entanto, o próprio diário afirma que seria muito difícil os jogadores vencerem a causa.
Isso porque a lei municipal de Munique diz que empregados não serão ressarcidos por qualquer quantia que deixaram de receber ao não poderem trabalhar por problemas relacionados à não-vacinação contra COVID-19.
Vale lembrar que o Estado da Baviera, onde a cidade de Munique se localiza, planeja instaurar a obrigatoriedade da vacina para conter o avanço de uma nova onda do coronavírus no país.
