Mohammed bin Salman, príncipe herdeiro da Arábia Saudita, tem planos de expandir seu "império da bola" com a aquisição da Inter de Milão, segundo jornal italiano
Nesta terça-feira, a Inter de Milão recebe o surpreendente Sheriff, às 16h (de Brasília), pela fase de grupos da Uefa Champions League, mas já de olho no clássico contra a Juventus, no próximo domingo, às 15h45, pelo Campeonato Italiano.
Se dentro de campo a equipe nerazzura terá momentos decisivos nos próximos dias, fora das quatro linhas as coisas também andam muito agitadas na vida do clube.
Inter de Milão x Juventus terá transmissão AO VIVO pela ESPN no Star+ neste domingo (24), às 15h45 (de Brasília)
Na semana passada, o jornal italiano Libero publicou que Mohammed bin Salman, príncipe herdeiro da Arábia Saudita e novo dono do Newcastle, quer expandir seu "império da bola" e tem a Internazionale como um dos principais alvos para adicionar ao seu portfólio.
Mas por que o membro da família real saudita voltou suas atenções especificamente para a Inter, um dos maiores clubes de toda a Europa - e, consequentemente, um dos times de maior valor de mercado no mundo?
Ocorre que a atual dona dos nerazzurri, a gigante do e-commerce chinesa Suning, atravessa sérios problemas financeiros. A empresa na verdade está em uma corrida contra o tempo para tentar vender suas ações e "se livrar" do peso da Inter, que hoje gera apenas prejuízo para a corporação.
A Suning é dona de 68,55% do clube de Milão, e, portanto, possui total poder sobre a equipe por ser acionista majoritária. Tanto é que o presidente interista é Zhang Kangyang (também conhecido como Steven Zhang), que é filho do magnata Zhang Jindong, fundador da empresa chinesa.
Nos últimos meses, porém, a corporação, assim como outras grandes firmas da China, passa por problemas de liquidez. Em 28 de fevereiro deste ano, a Suning vendeu 23% de suas ações a investidores, de forma a equilibrar suas contas e tentar não sofrer danos maiores.
Como consequência deste turbilhão, a Inter levou a pior. Logo após o final do último Campeonato Italiano, os donos do clube avisaram que teriam que fazer um "saldão" de jogadores, já que a situação financeira era gravíssima, mesmo com a conquista do Scudetto.
No fim das contas, o time de Milão não teve que vender muita gente, já que a negociação do atacante Romelu Lukaku rendeu 115 milhões de euros (R$ 736,18 milhões) de uma vez só aos cofres do clube, enquanto Achraf Hakimi saiu por 60 milhões de euros (R$ 384,09 milhões).
Todavia, os donos da Internazionale ainda tiveram que fazer um empréstimo de 275 milhões de euros (R$ 1,76 bilhão) com uma instituição financeira norte-americana, a Oaktree Capital Management, para diminuir o tamanho do rombo deixado pelas caras contratações feitas nos últimos anos, salvando assim o ano fiscal do clube.
E é em meio deste cenário que a aproximação de Mohammed bin Salman é vista com ótimos olhos pela Suning, que deseja vender o controle da Inter de Milão ainda durante a temporada 2021/22, se isso for possível, se livrando assim do "fardo" econômico que o gigante italiano se tornou.
A imprensa chinesa afirma que um acordo de 1 bilhão de euros (R$ 6,4 bilhões) já está sendo alinhado entre as partes, mas a venda não é tão simples assim.
De acordo com o jornal Tuttosport, devido aos problemas de liquidez da Suning e as garantias feitas para o recente empréstimo bilionário, a Oaktree Capital Management pode acabar sendo apontada como responsável por negociar as ações da Inter, o que atrasaria e complicaria o processo de venda.
Enquanto os bastidores se agitam, a Inter segue tentando navegar em águas turbulentas. No Campeonato Italiano, o time até faz boa campanha, aparecendo em 3º lugar, mas, na Liga dos Campeões, a situação é ruim, já que a equipe somou só 1 ponto até agora e está em em 3º lugar do grupo D.
