O Newcastle possui um novo dono. Na última quinta-feira (7), o clube divulgou a venda para um grupo de investimentos da Arábia Saudita comandado pelo príncipe Mohammed bin Salman por 300 milhões de libras (cerca de R$ 2,2 bilhões).
O clube inglês, porém, foi ainda mais barato do que outra compra polêmica do príncipe saudita: um quadro atribuído a Leonardo da Vinci, que custou 450 milhões de dólares (cerca de R$ 2,4 bilhões na cotação atual).
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Salman adquiriu o quadro nomeado de Salvator Mundi em um leilão em 2017 e o colocou em um super-iate depois de se negar a cedê-lo para uma exposição do pintor italiano no famoso Museu do Louvre, em Paris, em 2018.
A pintura, que é considerada a mais cara já vendida na história, passou por uma controvérsia no ano seguinte à negativa do membro da realeza árabe (que já coleciona outras controvérsias por conta de sua governança em seu país).
Em análises científicas feitas, especialistas concluíram que o quadro foi pintado junto do salão de Da Vinci, mas não pelo pintor, como dito pelo crítico de arte Ben Lewis. Ao jornal The Guardian, o Dr. Carmem Bambach, historiador de arte e curador de trabalhos na Itália e na Espanha, afirmando que o fato de a pintura ter sido creditada a Da Vinci se deu por um engano de Giovanni Antonio Boltraffio, seu assistente, com alguns retoques do pintor.
Historiador de Oxford, Matthew Landrus também especulou sobre a real autoria do quadro, afirmando que poderia ter sido de outro assistente de Leonardo, Bernardino Luini.
