Luan Peres ficou muito surpreso com a rapidez que saiu do Santos e foi para o Olympique de Marselha, que enfrenta o Galatasaray pela Europa League.
A partida, que será disputada nesta quinta-feira (30), às 16h (de Brasília), terá transmissão pela ESPN no Star+. Ainda não é assinante? Saiba mais informações aqui.
Destaque do time alvinegro nas últimas temporadas, principalmente no vice-campeonato da Conmebol Libertadores de 2020, o zagueiro foi comprado fevereiro deste ano do Club Brugge-BEL, quando começaram a surgir novas ofertas da Europa.
“Estava muito feliz no Santos, me sentia em casa, tinha muitos amigos e adorava acidade. Estava tudo perfeito. Veio a oferta e foi muito rápida, na primeira janela depois que fui contratado. Bateu um pouco essa experiência de dar certo na Europa e poder brigar por uma vaga na seleção. Pegou um pouco de surpresa até a mim por ter recebido uma proposta tão rapidamente. Até mesmo a torcida e o presidente foram pegos de surpresa”, disse ao ESPN.com.br.
“Teve um interesse do Spartak Moscou, da Rússia, mas eu dei mais ênfase ao Olympique pela grandeza, tradição e por ser uma liga melhor na Europa. Meu empresário me ligou perguntando se poderia dar continuidade porque o Olympique estava me sondando. As coisas foram esquentando. Não esperava que as coisas fossem dar certo e o presidente ia me liberar. Quando vi, estava tudo certo”.
Antes do martelo ser batido Luan, recebeu uma ligação por vídeo do técnico Jorge Sampaoli, seu ex-treinador no Santos e atual comandante do time francês.
“Disse que contava comigo e ia montar um grande time para fazer uma bela temporada. Isso pesou, porque quando o treinador quer um jogador porque ele me passou muita confiança e a moral que me deu. Ele disse que contava comigo. Isso balançou e me ajudou a querer vir. Ele disse ao presidente que eu era a primeira opção para a zaga pelo lado esquerdo e batalhou por mim. Ele teve uma grande parcela para eu estar aqui”, contou.
Além disso, o zagueiro, de 27 anos, conversou com o volante Gerson, ex-Flamengo, que havia sido contratado pouco tempo antes.
“Peguei contato com Gustavo Henrique que jogou comigo no Santos e com ele no Flamengo. O Gerson me explicou como estavam as restrições em aeroporto, COVID e me contou como era o clube, e as regras básicas. Tivemos alguns contatos também falei com [atacante ex-Botafogo] Luis Henrique. O Gerson está bem, vem se adaptando cada vez mais e conseguiu uma vaga na seleção, fez gol e deu assistência. A tendência é só melhorar”, afirmou.
Logo que chegou à França, Luan virou titular absoluto da equipe, mas precisou mudar de posição em função do esquema de jogo do treinador argentino.
“Já conhecia o estilo do Sampaoli e isso me ajudou muito. É uma função diferente porque no Brasil jogava como zagueiro central pela esquerda numa linha de quatro defensores. Aqui, nós jogamos com três zagueiros e jogo mais por fora. Tenho a liberdade para sair um pouco mais quando temos a posse de bola, mas na hora recomposição ele traz um volante e eu viro lateral-esquerdo. No começo foi um pouco mais difícil porque são características diferentes, você precisa correr mais e se doar na parte física. Enfrento pontas rápidos e baixinhos, mas estou me adaptando bem”.
Sonho com seleção
O Olympique de Marselha é o terceiro colocado no Campeonato Francês, mas com um jogo a menos. Em oito partidas oficiais na temporada, são quatro vitórias, três empates e apenas uma derrota.
“Nosso objetivo é sempre ser campeão, claro que sabemos das dificuldades, mas a gente tem total condições. Claro que o PSG tem um excelente time e é o favorito. Não negamos isso. A gente quer chegar muito longe na Europa League e sermos campeões e buscar uma vaga na Champions League dessa forma ou ficando entre os três primeiros da Ligue One”, afirmou.
Com isso, ele espera repetir o feito de Lucas Verissimo, seu antigo parceiro de zaga no Santos, que virou presença constante nas listas de convocação do técnico Tite
“Antigamente eu achava que estava distante da seleção brasileira, mas com o passar do tempo vi que já não é tão impossível. É um sonho possível. O Sampaoli me disse umas rodadas atrás que eu estava jogando muito bem e tinha que dar um jeito de ir para a seleção. O Diniz, que é um treinador fantástico que trabalhei e aprendi muito, foi muito honesto ao dizer que não queria que eu fosse embora porque contava comigo. Mas ao mesmo tempo, ele me dizia que a chance de ir para a seleção era muito maior na Europa. No Brasil eu estava bem, mas o Santos precisaria estar bem e brigando por títulos por outras competições para ter uma chance. No Olympique eu estaria entre os primeiros dos campeonatos”, contou.
