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A final de Champions que traumatizou lendas do Milan: reecontro com o Liverpool causa 'pesadelos' até hoje em ídolos do clube italiano

Liverpool e Milan fazem, nesta quarta (15), no Anfield, um dos confrontos mais aguardados da abertura da fase de grupos da Champions League. Ao todo, 13 títulos, sendo sete italianos e seis ingleses. Na história, confrontos marcantes com um deles que jamais sairá da cabeça de alguns jogadores do Rossonero da temporada 2004-05.

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No dia 25 de maio de 2005, Liverpool e Milan mediram forças na Turquia na história 'Batalha de Istambul'. Do lado inglês, um time liderado por Steven Gerrard. Do outro, uma equipe italiana estrelada e que tinha nomes como Maldini, Gattuso, Seedorf, Pirlo e o brasileiro Kaká.

Em uma partida espetacular, o Milan abriu 3 a 0 em 44 minutos do primeiro tempo. Na segunda etapa, o Liverpool, em um intervalo de seis minutos, deixou tudo igual. Nos pênaltis, vitória inglesa por 3 a 2 e título da Champions.

A derrota abalou as principais lendas da equipe italiana, que, mesmo com o passar dos anos, ainda sentem as cicatrizes e o trauma que o vice na grande decisão deixaram.

Shevchenko, um dos grandes nomes do Milan na época e o primeiro a desperdiçar a cobrança nas penalidades, revelou que ainda tem pesadelos com o jogo.

“Há uns meses, a UEFA meteu o pênalti no Instagram. Eu ainda nem consigo olhar para ele hoje em dia. Viro a cara, jogo o telefone… Não consigo. Mas conhecem algum campeão que não tenha tido momentos ruins? É essa a beleza do futebol. Somos humanos, também passamos por períodos mais difíceis. Mas quem é forte, se levanta”, já afirmou o ucraniano em live no seu Instagram.

Já Gattuso, ex-volante do Milan e atualmente técnico, afirmou, em entrevista à DAZN, que também tem pesadelos. E o ídolo do clube italiano revelou a primeira ação após a derrota na final.

"Eu sonhei com os movimentos dele na linha do gol durante os pênaltis por muitos anos. Vendo aquela defesa dupla dele contra Shevchenko no 119º minuto, quando ele fechou os olhos e fez aqueles milagres. Foi um pesadelo recorrente para mim durante muitos anos e de vez em quando reaparece", descreveu.

"Eu me tranquei na sala de troféus do Milan por oito ou nove horas. Só a secretária ia lá de vez em quando para me trazer um café e um sanduíche. Eu senti muita responsabilidade nos meus ombros, não digeri bem aquela derrota", admitiu o ex-meia.

Autor do primeiro gol daquela decisão, Maldini também sofre com as marcas deixadas pelo revés nos pênaltis. No entanto, a forma de expressar o 'drama' da derrota é diferente no antigo capitão rossonero. Ao invés de pesadelos, o ex-zagueiro, em entrevista à Uefa, afirmou dar risadas.

“Dou risada quando vejo que joguei oito finais da Champions League, venci cinco delas, mas as pessoas só parecem se lembrar daquela. Ela deixou uma marca importante”.

“Meu gol na final de 2005 foi o mais rápido já marcado em uma final de Champions League, o (exemplo) mais dramático para provar que não se deve tomar as coisas como garantidas, e é essa imprevisibilidade que torna esse esporte maravilhoso", completou.

Na temporada 2006-07, no entanto, o Milan deu o troco. Na final, venceu por 2 a 1, em Atenas, capital da Grécia.. O clube italiano retorna à Champions nesta temporada após sete anos ausente.