Conheça o Campeonato Inglês em que Liverpool está na 2ª divisão e Chelsea busca 'dinastia'; ESPN no Star+ transmite

Você consegue imaginar um Campeonato Inglês em que o Liverpool está na segunda divisão, o Chelsea pode se transformar em uma dinastia e o Manchester City está "cansado de bater na trave"? Trata-se da FA Women's Super League, a Premier League feminina, que começa a ser transmitida pela ESPN no Star+ a partir deste sábado (4).

O Manchester City, que foi campeão em 2015/2016, está em uma sequência de quatro vice-campeonatos e terminou na 2ª colocação em 5 das últimas 6 edições da Super League. Tentando mudar esse panorama, a equipe estreia no sábado, às 9h30 (Brasília), contra o Everton, fora de casa, em jogo que terá transmissão - com narração - pela ESPN no Star+.

O problema, porém, é que as Citizens vêm com diversas mudanças para a temporada. Tentando repor a perda do trio de estrelas americanas formado por Abby Dahlkemper, Rose Lavelle e Sam Mewis, a equipe trouxe cinco reforços, com destaque para 'Bunny' Shaw, jamaicana que foi artilheira da última edição do Campeonato Francês e tem 42 gols em 30 jogos por sua seleção, e a ex-capitã do Barcelona, Vicky Losada, que estava no Arsenal.

No domingo, é dia de um grande clássico que também terá transmissão, com narração, pela ESPN no Star+. Atual bicampeão, o Chelsea enfrenta o Arsenal, a partir das 8h30 (Brasília), no duelo dos maiores campeões da competição.

Com os dois títulos conquistados nas duas últimas temporadas, as Blues ultrapassaram as Gooners em total de troféus: 4 a 3. Agora, o grande objetivo da equipe do Stamford Bridge é se transformar em uma dinastia. Para isso, a equipe desembolsou um "valor recorde" para o Manchester United e contratou Lauren James, de 19 anos, uma das grandes promessas do futebol inglês e irmã de Reece James, lateral titular da equipe masculina.

Não bastasse garantir um dos principais talentos jovens do futebol mundial, o Chelsea também se reforçou com a defensora holandesa Aniek Nouwen, contratada junto ao PSV. Com apenas 22 anos, a zagueira já tem mais de 100 jogos como profissional por clubes, além de ter feito 14 jogos pela seleção nacional e participado das Olimpíadas de Tóquio.

Depois de perder a hegemonia para o Chelsea e ficar na 3ª colocação nas últimas duas temporadas, o Arsenal entra em 2020/2021 buscando voltar ao topo da tabela. Para isso, a equipe que já contava com Vivianne Miedema, a grande estrela da Holanda e uma das melhores jogadoras do mundo, e Beth Mead, da seleção inglesa, no comando de ataque, foi atrás de reforços.

A equipe foi ao mercado e trouxe Nikita Parris, também atacante da seleção da Inglaterra, do Lyon e Mana Iwabuchi, japonesa que era do Aston Villa. Além disso, o CEO do Arsenal, Vinai Venkatesham, afirmou "que essa será a temporada com maior investimento na história do clube".

Além destes três clubes, temos ainda a presença do Manchester United, que estreou nesta sexta-feira, vencendo o Reading por 2 a 0, e o Tottenham das equipes do chamado "Big 6" do futebol inglês. O único "desfalque" dos 6 principais clubes ingleses é o Liverpool.

Na temporada 2019/2020, a pandemia da COVID-19 interrompeu o campeonato ainda no começo e a Federação Inglesa decidiu adotar uma "projeção de pontos" para definir as posições na tabela, o que deu o título ao Chelsea e rebaixou o Liverpool. Atualmente na 2ª divisão, a equipe já estreou com derrota para o London City Lionesses e busca um retorno à elite.