O embaixador argentino no Brasil se manifestou sobre o incidente envolvendo o Boca Juniors após a eliminação do clube para o Atlético-MG nas oitavas de final da Conmebol Libertadores. Os argentinos se envolveram em uma batalha campal nos vestiários do Mineirão e teve pelo menos dois jogadores identificados pela polícia por crimes de danos ao patrimônio.
O clube decidiu que todo o elenco iria para a delegacia para acompanhar os companheiros.
Através das redes sociais, Daniel Scioli afirmou que Santiago Muñoz, cônsul em Belo Horizonte, se dirigiu ao Mineirão assim que o incidente aconteceu para dar suporte ao elenco xeneize.
Veja abaixo o comunicado da Embaixada Argentina no Brasil:
Assim que começaram os incidentes que aconteceram no estádio do Atlético Mineiro logo depois da partida com o Boca Juniors, o embaixador Daniel Scioli solicitou ao cônsul argentino em Belo Horizonte, Santiago Muñoz, que se colocasse à disposição da delegação do Boca para colaborar com assistência legal e consular.
O cônsul Muñoz chegou ao estádio pouco depois que terminou a partida, enquanto a embaixada estava em contato com dirigente do Boca Juniors.
Foi realizada a assistência e acompanhamento consular à delegação do clube, após a partida, em uma Delegacia de polícia.
Se espera que todos os integrantes da equipe retornem ao país nas primeiras horas da tarde.
O zagueiro peruano Zambrano e o atacante colombiano Villa foram os autuados pela polícia militar para explicar seus atos. Durante a briga, eles teriam cuspido e agredido policiais, além de terem destruído partes do Mineirão – em algumas imagens é possível ver jogadores do Boca arremessando grades de proteção. O número de atletas indiciados, porém, ainda pode ser maior. Ainda não há uma confirmação oficial da Polícia.
"As forças de segurança têm que tomar as providências legais. Funcionários da equipe do Boca Juniors acompanharam com a gente as câmeras internas. Até agora, elas identificaram dois jogadores do Boca em crimes de danos ao patrimônio", disse um policial a dirigentes do Boca. As imagens da conversa foram captadas e postadas em redes sociais.
Só que o elenco do Boca não deixou os dois jogadores na mão. Os dirigentes logo avisaram aos policiais que ninguém iria para o aeroporto, todos acompanhariam Zambrano e Villa aonde fosse preciso.
“Se os dois ficam, ficamos dois. Vamos todos ou nenhum”, respondeu o técnico Miguel Ángel Russo.
Os jogadores do Boca ainda aguardaram dentro do ônibus por um bom tempo para saber se precisariam ir até uma delegacia de polícia para prestar depoimento. O cônsul da Argentina em Belo Horizonte chegou a ir ao estádio para tentar ajudar a resolver a questão, mas não conseguiu evitar que os acusados tivessem que ir se explicar aos policiais.
O time argentino, que tinha a volta para Buenos Aires marcada para logo depois da partida, passou a madrugada na delegacia, ficará mais um dia no Brasil e só retornará para casa nesta quarta-feira.
