<
>

Libertadores: Jogadores do Boca Juniors são levados à delegacia para depor por briga após eliminação para o Atlético-MG

play
Cenas lamentáveis! Nos túneis, Boca e Atlético-MG entram em confronto e grades e lixos são arremessados (1:05)

Confusão generalizada tomou conta dos caminhos aos vestiários (1:05)

A noite do Boca Juniors ficou muito longe de acabar dentro de campo após a eliminação nos pênaltis diante do Atlético-MG na Conmebol Libertadores. O clube argentino se envolveu em uma batalha campal nos vestiários do Mineirão e teve pelo menos dois jogadores identificados pela polícia por crimes de danos ao patrimônio. O clube, porém, decidiu que todo o elenco iria para a delegacia para acompanhar os companheiros.

O zagueiro peruano Zambrano e o atacante colombiano Villa foram os autuados pela polícia militar para explicar seus atos. Durante a briga, eles teriam cuspido e agredido policiais, além de terem destruído partes do Mineirão – em algumas imagens é possível ver jogadores do Boca arremessando grades de proteção. O número de atletas indiciados, porém, ainda pode ser maior. Ainda não há uma confirmação oficial da Polícia.

"As forças de segurança têm que tomar as providências legais. Funcionários da equipe do Boca Juniors acompanharam com a gente as câmeras internas. Até agora, elas identificaram dois jogadores do Boca em crimes de danos ao patrimônio", disse um policial a dirigentes do Boca. As imagens da conversa foram captadas e postadas em redes sociais.

Só que o elenco do Boca não deixou os dois jogadores na mão. Os dirigentes logo avisaram aos policiais que ninguém iria para o aeroporto, todos acompanhariam Zambrano e Villa aonde fosse preciso.

“Se os dois ficam, ficamos dois. Vamos todos ou nenhum”, respondeu o técnico Miguel Ángel Russo.

Os jogadores do Boca ainda aguardaram dentro do ônibus por um bom tempo para saber se precisariam ir até uma delegacia de polícia para prestar depoimento. O cônsul da Argentina em Belo Horizonte chegou a ir ao estádio para tentar ajudar a resolver a questão, mas não conseguiu evitar que os acusados tivessem que ir se explicar aos policiais.

O time argentino, que tinha a volta para Buenos Aires marcada para logo depois da partida, passou a madrugada na delegacia, ficará mais um dia no Brasil e só retornará para casa nesta quarta-feira.

Pelas redes sociais, o Atlético-MG deu a sua versão dos fatos. Segundo o clube, a Polícia Militar chegou a dar voz de prisão a alguns jogadores do Boca Juniors. Porém, uma negociação intermediada pelo presidente atleticano, Sergio Coelho, teria feito com que ninguém fosse detido - os atletas estariam indo para a delegacia apenas para registar boletim de ocorrência.

"Após o jogo, os atletas do Boca desceram o túnel e foram para o vestiário dos visitantes. Poucos minutos depois, jogadores e comissão técnica da equipe argentina saíram do local e, em bloco, partiram em direção ao vestiário dos árbitros. Seguranças do Galo e Mineirão tentaram, sem sucesso, contê-los.

Os argentinos decidiram, então, invadir o vestiário do Galo, onde estavam jogadores, comissão e diretoria. Até o presidente Sérgio Coelho tentou impedir a invasão para proteger os profissionais do Atlético.

No caminho, atacaram todos que encontraram pela frente, além de quebrar bebedouros e grades de proteção.

A PM chegou depois de algum tempo e afastou os agressores com gás de pimenta.

O saldo foi de pessoas feridas, felizmente sem maior gravidade. Houve, inclusive, uma tentativa de agressão ao diretor de futebol do Atlético, Rodrigo Caetano, com uma barra de ferro.

A PM deu voz de prisão a alguns jogadores e membros da comissão técnica do Boca.

Depois de longa negociação, intermediada pelo presidente Sérgio Coelho, a delegação argentina foi à delegacia para registro de boletim de ocorrência por depredação de patrimônio e agressão. Ninguém será detido".