O Atlético-MG conquistou sua vaga nas quartas de final da Conmebol Libertadores na noite desta terça-feira (20) contra o Boca Juniors, muito graças a Everson. Na disputa de pênaltis, o arqueiro fez duas defesas e converteu sua cobrança para garantir ao Galo a classificação.
Pedido de Sampaoli no Santos e depois no Galo, o arqueiro iniciou sua carreira ao lado de Rogério Ceni, quando foi ‘aprendiz’ do hoje treinador nos tempos de categoria de base do São Paulo.
Em entrevista ao ESPN.com.br nos tempos de Ceará, o arqueiro relembrou o seu período em Cotia e a relação que teve com Ceni no período.
"Ali comecei a me tornar homem. Foi muito bom trabalhar com meu ídolo. Todos os treinos o Rogério me dava conselhos, não só como profissional, mas como ser humano. Ele elogiava muito a minha agilidade e velocidade. Dizia que eu tinha manter isso porque a técnica iria ficar perfeita com o tempo", afirmou.
"É um cara que sempre me ajudou, me chamava para fazer disputas por pênaltis. Ele falava: ‘Gosto de treinar pênalti e falta porque você me dá muitas dificuldades. Você não sai antes'", recordou.
Autor da cobrança final do Atlético, Everson tem um passado como cobrador de faltas e penalidades, assim como Ceni. Na carreira, já marcou dois gols, sendo um de pênalti pelo Confiança, em 2015, e um de falta, em 2018, contra o Corinthians, quando vestia a camisa do Ceará.
No Vozão, o goleiro era um dos cobradores de falta, sendo sua habilidade com os pés um dos fatores que chamou a atenção de Sampaoli.
“É surpresa para quem não me conhecia. Mas eu sempre treino essas cobranças e venho bem nos treinos. Na preleção, deixamos tudo definido em caso de contra-ataque; sempre fica alguém na cobertura. Antes de qualquer coisa, o mais importante é desempenhar bom papel no gol primeiramente”, disse.
