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R$ 131 milhões, ira de Mourinho e poucos gols: como foi a vida de Shevchenko no futebol inglês

A Ucrânia é uma das surpresas da atual edição da Eurocopa e busca fazer ainda mais história no torneio neste sábado (3). No Estádio Olímpico de Roma, os comandados por Andriy Shevchenko tentarão desbancar a Inglaterra, uma das favoritas ao título. E o técnico ucraniano tem uma memória não tão boa assim quando o assunto são os ingleses.

Isso porque, ainda quando era atacante, Shevchenko teve uma passagem bastante apagada pelo futebol inglês. Em 2006, deixou o Milan, clube o qual era ídolo, para se aventurar no Chelsea.

Ao todo, apenas 22 gols em 77 jogos e um adeus que não deixou saudades no Stamford Bridge após duas temporadas.

Contratação badalada

O Chelsea fechou a contratação de Shevchenko no dia 31 de maio de 2006. O ucraniano, na época com 30 anos, chegou aos Blues sob muita expectativa, já que havia conquistado a Champions League e o Campeonato Italiano pelos Rossoneri.

A equipe de Londres buscava formar um elenco estrelado para aquela temporada. Primeiro, chegou Michael Ballack, vindo do Bayern de Munique. Em seguida, por R$ 133 milhões, Shevchenko.

"Estou aqui pelo desafio e pela empolgação de jogar no Campeonato Inglês", disse o ucraniano, à época, ao site oficial do Chelsea.

Problemas com Mourinho

A contratação de 'Shevagol' foi uma insistência de Roman Abramovich, dono do clube londrino. O russo trouxe o jogador mesmo o atacante não sendo o primeiro nome pedido por Mourinho.

"Não era a minha primeira opção, tinha pedido outro jogador e sabia que o clube estava fazendo de tudo para me dar o jogador que queria. Quando surgiu a hipótese de contratar Shevchenko, eu disse sim porque é, sem dúvida, um jogador de grande qualidade", revelou o português em 2010, quando já era técnico da Inter de Milão.

"Era como um príncipe, mas no Chelsea a nossa filosofia era diferente. Não tínhamos príncipes, todos eram iguais, todos precisavam trabalhar da mesma forma e todos tinham que merecer para jogar. Por isso, acho que ele tenha perdido confiança em si mesmo", completou Mourinho.

Mas, como treinador, Shevchenko revelou que o 'Special One' é sua grande inspiração na beira dos gramados.

"A maneira como ele geria a equipe era muito interessante. José encontrava sempre alguma coisa do nada. É a mentalidade dele. Acreditar sempre, pois podes mudar um jogo no último segundo. Há muitos exemplos de grandes jogos terem sido decididos no final, como o Manchester United contra o Bayern em 1999. Em dois minutos tudo mudou. As grandes equipes têm essa mentalidade", disse o ucraniano ao The Athletic.


Agora, como treinador, Shevchenko busca fazer a campanha da Ucrânia se tornar ainda mais histórica. A seleção já faz sua melhor campanha na história da Euro. Mas, caso passe da Inglaterra, fará com que as lembranças do técnico sejam outras quando o assunto for os ingleses.