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Arboleda e David Neres são flagrados pela polícia em festa clandestina em São Paulo

A Policia Civil de São Paulo voltou a encontrar jogadores profissionais de futebol em festas clandestinas, mesmo em meio às regras de restrição impostas por governos para o combate à pandemia da COVID-19.

Em ação realizada na madrugada desta sexta-feira (28), atacante David Neres (Ajax) e o zagueiro Robert Arboleda (São Paulo) foram conduzidos à Delegacia de Crime contra a Saúde Pública após serem flagrados pelos agentes em uma balada com mais de 100 pessoas.

Coordenador da Força Tarefa no Combate a Festas Clandestinas em São Paulo, o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) esteve acompanhado do delegado Eduardo Brotero na operação.

“A gente encontrou aí dois jogadores de futebol. Arboleda, do São Paulo, e David Neres, da seleção brasileira que joga no Ajax. Deveriam dar o exemplo”, disse Frota.

Os jogadores foram interrogados na Delegacia de Crime contra a Saúde Pública. Após serem ouvidos, foram liberados e deixaram o órgão sem falar com a imprensa.

Esta não é a primeira vez que jogadores de futebol são flagrados pela Polícia Civil em aglomerações clandestinas em São Paulo durante o período de restrição e combate à COVID-19.

Em março, o atacante Gabigol, do Flamengo, foi flagrado pela polícia em um evento com mais de 200 pessoas em um cassino clandestino, na Vila Olímpia, bairro da zona Sul de São Paulo.

A operação, também conduzida pelo delegado Eduardo Brotero, aconteceu por volta das 2h após denúncias de que haveria uma festa no local com aglomeração. Tanto o jogador como vários outros dos presentes, entre eles o MC Gui, foram encaminhados até à Delegacia de Crime contra a Saúde Pública, na região central da capital paulista.

O crime de infração à medida sanitária tem pena de detenção que pode variar entre um mês e um ano em caso de condenação.

O caso de Gabigol foi encerrado nesta semana após o jogador pagar multa de R$ 110 mil em acordo que foi proposto pelo MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo). O valor foi revertido ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente de São Paulo.