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Bahia: herói na Copa do Nordeste, Matheus Teixeira relembra confiança de Roger Machado em sua chegada ao clube

Com muita emoção, o Bahia conquistou o tetracampeonato da Copa do Nordeste no último sábado. O Tricolor conseguiu vencer o Ceará por 2 a 1 no tempo normal e, nos pênaltis, contou, novamente, com a estrela do goleiro Matheus Teixeira.

A história do goleiro, que jogou as finais contra o Ceará lesionado, no clube baiano começou em 2020 e um treinador em especial teve participação fundamental em sua chegada: Roger Machado.

Em entrevista ao ESPN.com.br, Matheus Teixeira contou toda sua trajetória até chegar ao Bahia: momento conturbado no Palmeiras por renovação, lesão e confiança de Roger e sua comissão técnica.

“Então, eu sempre costumei dizer que o Bahia me abriu as portas. No final do meu contrato com o Palmeiras, passei uma fase complicada, com sequência de lesões. Joguei a Copa RS e tive uma lesão na anterior da coxa. Inclusive é uma lesão que estou agora em consequência desta do passado. Por conta dessa lesão, a gente tinha a Copinha, o último ano, era tudo ou nada para mim, precisava jogar, em final de contrato. Joguei lesionado, não tive o desempenho esperado nessa reta final de contrato com o Palmeiras. Infelizmente, optaram por não renovar comigo”, começou por afirmar.

“Mas, todo estafe do Palmeiras tinha confiança em mim, sabiam do meu potencial. Infelizmente, naquele momento, optaram pela não renovação. Mas, me encaminharam muito bem. Conversaram com os profissionais do Bahia, inclusive o Roger estava no Bahia, junto com o Claudio Prates. Os dois trabalharam comigo no Palmeiras. Se interessaram, vim com essa referência do Roger, do Claudinho para cá. Vim com confiança de profissionais de alto padrão do Palmeiras, que me indicaram e aí, em questão de duas semanas, estava aqui com o Bahia. Demonstrou interesse, me abriu essa porta e demonstrou confiança no meu trabalho. Sou muito grato por isso e, graças a Deus, consegui retribuir”.

Por ter feito toda a categoria de base no Palmeiras, Matheus Teixeira não escondeu da relação que tem com Marcos, multicampeão e um dos maiores ídolos da história do Alviverde. No entanto, deixou claro que busca deixar seu nome no Bahia.

“Tenho um pouco dessa relação com o Marcos por conta de quando estava no Palmeiras. Não gosto muito de falar disso, porque é um passado. Sou grato ao Palmeiras por toda a formação, foi muito visível a minha evolução no tempo que fiquei lá. Costumava dizer por conta do Marcos pegar pênalti na Libertadores, contra o rival. A gente se inspira nessas histórias, mas não somente nessa, vemos muitas. Tanto no Bahia mesmo, com os ídolos. Vou procurar me inspirar e fazer minha história aqui no Bahia”

Em um primeiro momento, ao chegar ao clube em 2019, Matheus Teixeira defendeu a equipe sub-19 do Tricolor Baiano. Foi somente em 2021 que estreou pela equipe profissional.

De lá para cá, muita dedicação para estrear pelo time principal. E, durante muito trabalho, algo chamou atenção de Matheus Teixeira no Bahia: a estrutura fornecida pelo clube.

“Estrutura do Bahia se equipara a grandes clubes. Como já me perguntaram do motivo de eu ter vindo para o Bahia, isso nos dá tranquilidade para desenvolvermos o nosso potencial total. Quanto mais jogadores desse nível chegam, dá confiança dentro de campo de dar o nosso melhor, que a gente sabe que terá a resposta. Pessoas decisivas que ajudarão a gente. Com certeza a estrutura do Bahia tem grande responsabilidade no desempenho dos jogadores dentro de campo”.


Com a conquista da Copa do Nordeste, o Bahia igualou o rival Vitória no número de títulos. Quatro para cada lado. O estado é o que o recorde de maior quantidade de troféus, oito ao todo. Logo atrás, vem Pernambuco, com quatro. O Ceará fecha o top 3, com três títulos.