Com muita emoção, o Bahia conquistou o tetracampeonato da Copa do Nordeste no último sábado. O Tricolor conseguiu vencer o Ceará por 2 a 1 no tempo normal e, nos pênaltis, contou, novamente, com a estrela do goleiro Matheus Teixeira.
Em entrevista ao ESPN.com.br, o 'herói improvável', que se tornou titular no segundo jogo da semifinal contra o Fortaleza após Douglas Friedrich contrair a COVID-19, do clube baiano revelou que jogou a final lesionado.
“Sofri essa lesão na Copa Sul-Americana contra o Guabirá. Fui bater um tiro de meta, uma bola longa, e acabei sentindo. Tive toda uma preparação, até antes mesmo de ter a lesão, de trabalhar as duas pernas. É uma lesão um pouco menor que a que eu tive (na época do Palmeiras), mas é uma lesão. É um pouco maior que grau 1, que o doutor me explicou, mas não chega a ser muito séria", começou por afirmar.
"Eles me avaliaram mais pelo grau clínico de dor do que pela lesão em si. Como mostrei uma resposta uma boa e meu grau de dor era um pouco menor, consegui levar durante as partidas. Me passaram a confiança: ‘Meu, entra em campo e dá seu 100%. Se for um, cinco, dez minutos ou o jogo inteiro, se for uma bola, dá o seu melhor. Isso é o que vale para a gente’. Mostrei uma boa evolução nos jogos em questão da lesão. Ainda estou com ela. Vai demorar por volta de duas a quatro semanas para ter uma cicatrização boa”.
O Bahia comemorou o título da Copa do Nordeste, mas, por conta do calendário cheio, já teve que virar a chave para outras decisões que terá pela Sul-Americana. Na próxima quinta (13), o Tricolor encara o Guabirá, na Bolívia, pela 4ª rodada da fase de grupos em um confronto fundamental para a classificação.
Matheus Teixeira revelou que ainda não conversou com o departamento médico do Bahia sobre estar presente ou não nos próximos jogos para tratar a lesão.
“Não chegamos a conversar sobre isso. O que me passaram é que iríamos jogo a jogo. Vamos jogo a jogo, para ver como vai evoluindo e como irei respondendo. Nos próximos jogos, depende muito da proposta do adversário. Se é um adversário que pressiona alto ou se deixa a gente sair jogando, se terei de usar muito a minha perna direita. Mas, tenho evoluído super bem e a gente ainda vai sentar para conversar e ver o direcionamento”.
Relação com os goleiros do Bahia
Matheus Teixeira assumiu a titularidade da meta baiana após Douglas contrair COVID-19 e Mateus Claus se lesionar. Sobre a relação com os companheiros e a preparação, o arqueiro destacou a força que um dá ao outro para que o gol do Bahia esteja sempre bem protegido.
“Sabemos que a posição é única e só pode estar um lá atuando. Costumamos dizer que sofremos bastante por essa questão de as vezes não atuar, não ter sequência. Porque somos três e, se for ver em um ano, é difícil ter uma sequência. Essa questão da COVID, quem pega, fica duas semanas fora e acaba proporcionando ao próximo, que está vindo atrás, ter sua sequência", começou por afirmar.
"É uma relação complicada dentro de campo, mas, fora dele, a gente se ajuda, porque sabe que lá dentro é uma posição que exige muita concentração, técnica, raciocínio e preparação. Quando entra, estamos representando o trabalho dos que estavam jogando antes, dos demais companheiros. Tem essa consciência de representatividade do companheiro. Estou jogando por uma nação inteira”, finalizou.
Com a conquista da Copa do Nordeste, o Bahia igualou o rival Vitória no número de títulos. Quatro para cada lado. O estado é o que o recorde de maior quantidade de troféus, oito ao todo. Logo atrás, vem Pernambuco, com quatro. O Ceará fecha o top 3, com três títulos.
