O Villarreal volta a campo nesta quinta-feira (6), em Londres, buscando a primeira final intercontinental de relevância do clube. Após a vitória por 2 a 1 na Espanha, o Submarino Amarelo terá pela frente o Arsenal, e um empate garante os comandados por Unai Emery na decisão da Europa League.
Arsenal e Villarreal se enfrentam nesta quinta-feira (6), às 16h, no Emirates Stadium. A partida terá transmissão exclusiva da ESPN Brasil e do ESPN App a partir das 15h45.
E o Arsenal é um velho conhecido - e carrasco - do Villarreal. Quem lembra bem dos Gunners é Marcos Senna. Em entrevista ao ESPN.com.br, o brasileiro naturalizado espanhol, que marcou época com a camisa do clube amarelo, relembrou a semifinal da Champions League entre as duas equipes na temporada 2005-06.
Após uma derrota na Inglaterra por 1 a 0, o Villarreal, que tinha no elenco nomes, além de Marcos Senna, como Forlán, Sorín e Riquelme, precisava vencer por dois gols de diferença. A partida foi marcada por um massacre espanhol. No entanto, uma falha do craque argentino foi decisiva.
Juan Román Riquelme, que estava na sua terceira temporada no Villarreal, teve a chance de colocar os espanhóis na frente. Mas, falhou no pênalti e viu o Arsenal avançar à final. E Marcos Senna revelou que o argentino jamais reviu o lance em sua vida.
“Naquela época, nós jogamos o primeiro jogo lá (Londres), perdemos de 1 a 0 e tínhamos que ganhar em casa, pelo menos fazer um gol para a prorrogação. Que seria o pênalti do Riquelme, se ele não tivesse perdido. A situação atual, jogamos em casa, ganhamos, e eles vão ter que marcar um gol para passar. Obviamente, o Riquelme ficou muito chateado por ter falhado, porque a gente dependia desse gol para ir para a prorrogação. Mas ele tinha um crédito com o clube, com a cidade, até porque não tinha falhado em nenhum pênalti. Ele falhou na hora H, digamos assim", começou por afirmar.
"Outro dia, nós fizemos uma live, eu, ele, o Pires, o Forlán e o Arruabarrena, ele falou que se passaram 15 anos e ele nunca viu (o lance). Porque ele não teve coragem de voltar a ver nada da situação daquela época. Marcou na carreira dele”, completou.
“No jogo de volta, foi a nosso favor. Nesse dia, foi mais falta de acerto nosso do que uma grande defesa do Arsenal. Eles foram para a final, mas sabem que escaparam de não entrar por pouco. Eu acredito que foi mais falta de acerto nosso do que um grande dia de acerto do Arsenal. Mas, a gente teve a chance de matar e não matou”.
Título para marcar
A geração de Marcos Senna marcou época na Espanha. O bom elenco de Manuel Pellegrini, entre 2005 e 2009, fez o Villarreal ser destaque no país com o bom futebol e as boas classificações em LaLiga.
No entanto, o ex-volante deixou claro: faltou um título para marcar aquela geração. No entanto, para o brasileiro, é questão de tempo até o Submarino Amarelo ficar marcado por uma taça conquistada.
“Eu já falo no geral. O Villarreal, com o trabalho que fez, vem fazendo, para a história, a gente precisa, já fez por merecer ter esse título. Mas sabemos que o futebol é assim. Um dia vai chegar, porque eu conheço o clube e sei da seriedade. Para aquela geração, marcou muito mais porque também coincidiu que um grande jogador como o Riquelme passou pelo Villarreal, não teve nenhum outro nome como o dele", disse o ex-jogador, antes de lamentar o caneco não ter vindo enquanto Riquelme fazia parte do clube.
"Ele vinha em plena juventude, vinha do Barcelona, tinha sido campeão mundial com o Boca Juniors em cima do Real Madrid, Conmebol Libertadores, camisa 10 da Argentina. E ajudou, foi um dos principais jogadores ao lado do Forlán, a chegar em uma semifinal de Champions League. Se tivesse chegado na final, então... Mas o fato de o clube ter chegado em uma final marcou muito. Mais cedo ou mais tarde, vai chegar esse título, tomara que seja agora. Vou estar aqui orando para que aconteça dessa vez”.
Riquelme no time da atual temporada
O tão sonhado título do Villarreal pode vir na atual temporada, caso avance à final da Europa League. E, se tivesse o poder de escolher um jogador daquele marcante time do Submarino Amarelo para estar no platel de Unai Emery, Marcos Senna não titubeou: seria Juan Román Riquelme.
“Riquelme, sem nenhuma dúvida. Ele, hoje, nesse time, meu Deus. Eu tinha acompanhado ele por três anos. Era muito difícil ele falhar, se posicionava super bem, tinha aquele passe exato. Nesse time de agora, com Riquelme no meio, a gente tinha um pé e meio na final. Mas, como não se pode juntar”.
