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Valencia: Gayà diz que time foi intimado a voltar após abandonar campo por racismo: 'Senão perderíamos 3 pontos ou mais'

O lateral Gayà, do Valencia, afirmou que os jogadores da equipe foram intimados a voltarem a campo após abandonarem o jogo contra o Cádiz aos 29 minutos do 1º tempo, depois que o zagueiro Diakhaby, dos Ches, acusou o também defensor Cala, do clube da casa, de proferir ofensa racista.

Em entrevista após a partida, o ala da seleção espanhola afirmou que os atletas do Valencia foram ameaçados por perda de "3 pontos ou mais" caso não se reapresentassem para o prosseguimento da partida.

"Nos disseram que, se não voltassemos, perderíamos 3 pontos ou mais. Ele (Diakhaby) disse que não iria voltar para o jogo, estava muito triste. Foi um insulto muito feio que ele sofreu, algo que não vou repetir. Não conseguimos falar com Cala, porque ele foi o último a sair (do campo), mas estou certo que ele disse algo", afirmou.

Gayà também confirmou que foi o próprio Diakhaby que pediu para que os colegas de equipe retornassem ao jogo.

O francês, todavia, de fato não retornou, sendo substituído pelo reserva Guillamón.

"Diakhaby nos disse que sofreu um insulto racista, por isso abandonamos o campo. Depois, nos disseram que tínhamos que jogar até o final, porque senão iríamos perder 3 pontos ou mais. Só voltamos porque Diakhaby pediu. Caso contrário, não teríamos retornado", salientou.

A partida foi retomada aos 30 minutos, com 1 a 1 no placar.

No fim das contas, o Cádiz ganhou por 2 a 1, com gol do zagueiro Mauro, que substituiu Cala (o acusado de racismo) no 2º tempo.

Mauro, aliás, também deu entrevista após o jogo e preferiu não se alongar.

"Cala é um grande companheiro e é sempre muito respeitoso. Não tenho informação do que passou. Ninguém nos disse nada", limitou-se a dizer.