O São Paulo teve uma terça-feira (16) agitada, com as contratações – ainda não oficiais – do meia William e do atacante Éder, que estavam respectivamente no México e na China. As negociações pegaram a torcida de surpresa, mas, segundo Carlos Belmonte, fazem parte do planejamento de dar mais experiência ao elenco.
Em entrevista ao canal "Arnaldo e Tironi", no Youtube, o diretor de futebol do Tricolor explicou por que os jogadores de 34 anos chamaram a atenção do clube e defendeu as contratações, que foram aprovadas pelo técnico Hernán Crespo.
"William foi um dos primeiros que nosso scout analisou. Tem muita força física, faz trabalho muito forte no meio-campo, participa muito do jogo. Descobri que havia jogado com o Volpi, aí fui perguntar ao Volpi a respeito. A resposta que recebi é que me animou. Me disse que é um jogador que se cuida muito, tem condição física de 27/28 anos, jogador muito bom de vestiário e que não aceita derrota com facilidade. Jogador barato para o nível do Brasil. Contrato de um ano, se fizer 45 minutos em 60% dos jogos tem uma renovação automática", disse Belmonte.
Sobre Éder, o cartola diz que a chegada do atacante, com passagens pela Inter de Milão e seleção da Itália, encerra a busca por um novo camisa 9 no momento. Belmonte falou das conversas com Santos Borré e descartou uma negociação de momento pelo alto custo da operação.
"Nesse momento, sim (encerra a busca por um camisa 9). Tivemos contato com Borré, mas totalmente fora das possibilidades no momento. Para tê-lo precisaria de investidores. A gente trabalhou, continua trabalhando e aposta num volume finaneiro menor e na relação que tem com o Crespo", afirmou.
"O elenco está quase fechado para esse instante. Talvez tenha a busca por mais um zagueiro. Como Crespo gosta de jogar com três zagueiros, mais um ajudaria nessa posição. Está com elenco mais ou menos fechado. Eder consegue ocupar as duas posições, mais atrás como o Luciano ou jogando no lugar do Pablo".
Ao contrário de William e Éder, quem não deve vestir a camisa do São Paulo é Gabriel Neves. O volante uruguaio era uma das prioridades do time paulista no mercado, mas não houve acordo com o Nacional. Assim, segundo Belmonte, o Tricolor não pensa mais no jogador.
"A gente acha que o Gabriel Neves jogaria na posição de primeiro volante, do que pensa o Crespo. Com 3 zagueiros, ele não pensa em um volante mais marcador como primeiro. Ele viria para essa função, de articulador. Só que a gente negocia e chega num valor que consideramos o máximo que o São Paulo pode pagar. Quando volta uma proposta maior, a gente simplesmente avisa que está abrindo mão. Fizemos isso ao Nacional hoje. Quem sabe em junho ele pode assinar um pré-contrato, eventualmente lá vamos decidir".
O São Paulo já tem seis reforços, sendo que apenas dois (o lateral Orejuela e o atacante Bruno Rodrigues) foram anunciados. William e Éder fecharam nesta terça e devem ser oficializados em breve, assim como o zagueiro Miranda, que estava na China, e o meia Martin Benítez, que estava no Vasco.
