A temporada do Manchester City, até agora, é quase perfeita. A seis vitórias de garantir o título da Premier League, o clube ainda está vivo em todas as competições e sonha com o feito inédito de ganhar todos os troféus possíveis, incluindo a desejada Uefa Champions League.
Mas o que falta para isso ser um cenário perfeito? Sergio Agüero.
Para muitos o maior jogador da história dos Citizens, o atacante destoa da boa fase do time. São 12 atuações somente na temporada, um total de 349 minutos em campo (menos que três partidas completas), com dois gols e nenhuma assistência.
Na Premier League, os números são ainda mais discretos. Sete jogos, apenas três como titular, 220 minutos no gramado e nenhum gol. O último tento no Campeonato Inglês já faz mais de um ano: 21 de janeiro de 2020, na vitória por 1 a 0 sobre o Sheffield United.
A pouca utilização de Agüero tem justificativa. De um ano para cá, o argentino perdeu 34 partidas do City por problemas físicos, desde lesões musculares até algo mais grave no joelho, que o deixou fora dos campos de junho até outubro.
Sem contar a COVID-19, que o deixou fora de combate de 7 de janeiro a 12 de fevereiro. Agora 100% recuperado, o camisa 10 voltou a ser usado por Pep Guardiola na vitória por 5 a 2 sobre o Southampton, na quarta-feira (10), mas ainda precisa de muito para readquirir a forma física e também o ritmo de jogo.
Tudo isso em meio à possível última temporada dele com a camisa azul. Agüero tem contrato até 30 de junho e não sabe qual será seu futuro a partir do verão europeu. Não foi procurado pelo City para renovar, como também já virou objeto de especulação no mercado. O Barcelona seria um dos interessados.
O artilheiro tenta usar a reta final da temporada para mostrar sua utilidade para o time. Restam nove jogos na Premier League, em que o City lidera com 14 pontos de vantagem sobre o Manchester United. O rival, porém, tem um jogo a menos.
O primeiro desafio é neste sábado (13), contra o Fulham, em Londres. Guardiola não revelou a equipe titular, mas Agüero vive a expectativa de começar novamente uma partida depois de tanto tempo no departamento médico ou no banco. Assim, tem a chance de amenizar a pior temporada da carreira na Europa.
Ele só fez menos gols em seu primeiro ano no Velho Continente, em 2006-07, ao marcar sete vezes em 42 jogos do Atlético de Madrid. Desde então, o mínimo que anotou foi 17, em sua segunda temporada no City. Pouco para quem, com 256 gols, é o maior artilheiro da história dos Citizens.
Veja, ano a ano, o desempenho de Agüero na Premier League:
2011-12: 34 jogos, 23 gols
2012-13: 30 jogos, 12 gols
2013-14: 23 jogos, 17 gols
2014-15: 33 jogos, 26 gols
2015-16: 30 jogos, 24 gols
2016-17: 31 jogos, 20 gols
2017-18: 25 jogos, 21 gols
2018-19: 33 jogos, 21 gols
2019-20: 24 jogos, 16 gols
2020-21: 7 jogos, 0 gol
