<
>

Herói do Palmeiras no Olímpico em 2012, Mazinho 'Messi black' revela conversas com Felipão antes de decisão contra o Grêmio

O Palmeiras tem a chance de confirmar o tetracampeonato da Copa do Brasil, neste domingo (7), no Allianz Parque. Mas, para isso, terá de encarar o Grêmio, pentacampeão da competição. Após vencer no Rio Grande do Sul por 1 a 0, graças a um gol do zagueiro Gustavo Gómez, o Verdão poderá ficar com a taça com um simples empate.

Esta não é a primeira vez que Palmeiras e Grêmio disputam um mata-mata decisivo. Na última década, os dois times se enfrentaram nas edições de 2012 e 2016 e os dois classificados se consagraram como grandes campeões. Há nove anos, sob o comando de Luiz Felipe Scolari, o Verdão levou o bicampeonato ao bater o Coritiba na final.

O embate diante do Grêmio aconteceu na semifinal. Com um elenco limitado tecnicamente, o Palmeiras não era o favorito diante do Imortal. Após sofrer com forte pressão do Imortal, que dominava a partida, o time de Felipão anotou dois gols, venceu no Olímpico por 2 a 0 e garantiu a classificação.

Autor do gol que abriu caminho para a histórica vitória, o meia-atacante Mazinho, o 'Messi black', conversou com exclusividade com o ESPN.com.br e contou como foram os detalhes da preparação daquele duelo.

"Foi uma partida muito importante para mim e para todo o elenco. Nós estávamos empolgados, mas o Felipão nos alertou a semana inteira que seria uma partida muito difícil. Mas o ambiente era bom, conseguimos fazer uma partida segura. o finalzinho, eu consegui marcar o primeiro gol e graças a Deus saímos com a vitória".

Sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, o Grêmio contava com um grande time com nomes notáveis na época como o volante Gilberto Silva, o centroavante Marcelo Moreno e o atacante Kléber Gladiador. Até o embate na semifinal diante do Palmeiras, as duas equipes estavam invictas na competição. Favorito no mata-mata, o Imortal dominou as principais ações da partida, mas encontrou um ferrolho palmeirense montado por Scolari, que impedia o Grêmio de ter reais chances de gol.

"O Felipão nos alertou durante toda a semana que nós íamos ter que marcar demais a equipe do Grêmio. Então ele entrou com uma equipe com aquele propósito, de segurar a partida. Ele viu que, no final, nós poderíamos conseguir a vitória. Ele me colocou na partida e soubemos explorar a defesa do Grêmio. Tudo aconteceu bem na reta final da partida".

O confronto estava empatado em 0 a 0. Após um lance errado no ataque gremista, o Palmeiras teve a possibilidade de puxar um dos poucos contra-ataques que teve chance somente aos 42 minutos do segundo tempo. O lateral-direito Cicinho recebeu e carregou sem receber combate da marcação. Com uma enfiada de bola, Mazinho recebeu cara a cara com Victor e tocou para o fundo das redes.

O gol palmeirense desabou com o ânimo do Olímpico e com o próprio time do Grêmio. Quatro minutos depois, o Verdão, que já tinha um placar inesperado a favor, viu Barcos testar um cruzamento perfeito de Juninho, sem chances para Victor, para fazer 2 a 0. O resultado praticamente sepultava qualquer possibilidade de reação gremista.

Em São Paulo, na partida de volta, um empate por 1 a 1 debaixo de um temporal, credenciou o Palmeiras a retornar à decisão da Copa do Brasil após 14 anos de espera. Na grande decisão, vitória por 2 a 0 diante do Coritiba. Em seguida, no Couto Pereira, um novo empate em 1 a 1 deu o título da Copa do Brasl invicto ao Palmeiras.

Para Mazinho, apesar da importância do elenco, o troféu não teria ficado com o time paulista se não fosse a presença do técnico Luiz Felipe Scolari na beira do gramado. "Ele passava uma confiança muito grande para nós. Mesmo nos momentos que não tivemos o Barcos, não tivemos o Valdivia, ele colocava a pressão nele e pedia para confiarmos nele".