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Renato Gaúcho defende futebol em meio à pandemia: 'É o local mais seguro, não pode parar tudo no país'

O técnico Renato Gaúcho deu sua opinião sobre o futebol em meio ao pior momento da pandemia do coronavírus no Brasil após o Grêmio estrear no Campeonato Gaúcho. Nesta quarta-feira (3), o time goleou o Brasil de Pelotas na Arena por 4 a 1, com gols de Lucas Silva, Ferreira, Gui Azevedo e Isaque. André Krobel diminuiu.

"É uma situação delicada, né? Muito delicada. Essa variante está em todo lugar. Por um lado, muita gente que trabalha e está com comércio fechado critica que o futebol está andando. Uma coisa é que o futebol prende as pessoas em casa, isso é um fato positivo. E quem trabalha no futebol é capacitado, pelo menos na maioria das vezes. Hoje, o lugar mais seguro é o futebol. O futebol, para quem não sabe, nos testa a cada três dias. Muitas vezes, a cada dois dias. No momento que alguém tem sintomas da covid, é separado e mandado para casa. O departamento médico do Grêmio é muito bom e tem tido todo cuidado", afirmou.

"Muitas pessoas podem falar que somos muitos, no mesmo lugar, mas todas essas pessoas estão negativadas. E não são só jogadores, mas todos os funcionários. Ninguém se aproxima do grupo de jogadores porque os seguranças não deixam. Justamente para alguém lá de fora não trazer para cá. É ruim, é ruim o que o mundo está passando", completou.

A opinião de Renato contrasta com a de Lisca, técnico do América-MG, que fez um desabafo contra a CBF por marcar datas de jogos de Copa do Brasil em meio ao colapso de diversos sistemas de saúde ao redor do país.

"Eu adoro o Lisca e cada um tem sua opinião. Mas o futebol é o local mais seguro, não que seja 100%. Mas a gente está fazendo, entre aspas, um favor ao povo. Estamos trabalhando, mas no momento que a gente joga a gente ajuda o torcedor a ficar em casa. Não quer dizer que a gente está 100% garantido. Não pode parar tudo no país. Daqui a pouco a pessoa fica em casa, mas pode morrer de fome. É difícil, é difícil? Cada um tem uma opinião".

O Brasil registrou o maior número de mortes por COVID-19 desde o início da pandemia nesta quarta-feira, com 1.840 óbitos. No Rio Grande do Sul, segundo dados do governo, a ocupação dos leitos de UTI já está em sua capacidade máxima.