Em meio às discussões sobre a criação de uma “Superliga” de clubes na Europa, o CEO da Bundesliga, Christian Seifert, ironizou o poderio financeiro dos maiores times do continente, em uma cutucada, principalmente, no Real Madrid, entusiasta da ideia com seu presidente, Florentino Pérez.
Em participação no encontro “Negócios do futebol”, organizado pelo jornal Financial Times, o dirigente chamou os gigantes de “máquinas de queimar dinheiro mal administradas.”
“É óbvio que os impulsionadores (da criação da Superliga) venham de outros países, como a Espanha. Sempre que surgem essas discussões, escuta os mesmos nomes. Mas estão buscando uma competição nova e mais emocionante ou buscam desesperadamente mais dinheiro?”
“A verdade brutal é que alguns dos chamados super clubes são máquinas de queimar dinheiro mal administradas, que não puderam se aproximar de um modelo de negócio sustentável.”
“A cada poucos anos ameaçam a Uefa e tratam de criar pressão para obriga-la a lhes dar mais dinheiro, mas o queimarão, como tem sido durante os últimos dez anos”, continuou. “Se isto fosse um investimento, me perguntaria se são os sócios adequados.”
A declaração de Seifert se dá em um contexto de crise financeira agravada pela pandemia de COVID-19 nos principais clubes da Europa e que a discussão para a criação de uma Superliga europeia, um projeto até antigo, volta a ganhar força entre as equipes.
Em relação aos espanhóis, o Real Madrid, com Florentino Pérez, encabeça os entusiastas do novo torneio, enquanto Josep Maria Bartomeu, ex-presidente do Barcelona, admitiu a possibilidade de abraçar a ideia antes de renunciar ao cargo.
