Quarta decisão entre times do mesmo país, terceira final entre clubes brasileiros e, sem dúvida, o maior jogo da história de uma rivalidade mais do que centenária. Palmeiras e Santos decidem neste sábado (30), no Maracanã, quem será o campeão da Conmebol Libertadores, após uma temporada de altos e baixos dos dois clubes. Mas será que s números ajudam a entender como será o clássico no Rio de Janeiro?
O FOX Sports transmite ao vivo a final da Libertadores, entre Palmeiras e Santos, no próximo sábado, 30 de janeiro, a partir das 17h (horário de Brasília). A decisão também terá acompanhamento em tempo real do ESPN.com.br, com VÍDEOS de lances e gols. E quando a bola parar, a melhor cobertura pós-jogo será na ESPN Brasil e no ESPN App, com entrevistas, festa do título e muita análise e opinião em SportsCenter e Linha de Passe, entre 19h e 0h.
O DataESPN destrinchou as estatísticas de palmeirenses e santistas ao longo do torneio e levantou dados que podem fazer toda a diferença assim que a bola rolar no Maracanã. Afinal, quem tem o trio de ataque mais eficiente? E quem lida melhor com a bola parada ofensiva e defensiva? Se o título for decidido nos pênaltis, qual dos times ostenta o melhor aproveitamento?
Veja essas e outras respostas no raio-X abaixo:
Campanhas
A final da Libertadores 2020 terá, pela primeira vez na história, os dois times de melhores campanhas na fase de grupos. Palmeiras e Santos classificaram-se com a mesma pontuação (16), mesma soma de vitórias (cinco), nenhuma derrota e aproveitamento idêntico (89%). A diferença foi no quesito gols: o Verdão fez 17 e sofreu 2, enquanto o Peixe anotou 10 e sofreu 5.
Dono da melhor campanha pelo terceiro ano seguido, o Palmeiras tenta o que apenas Atlético-MG (2013) e Atlético Nacional (2016) fizeram: erguer o troféu depois de dominar a fase de grupos.
Na temporada
PALMEIRAS
66 jogos
35 vitórias
20 empates
11 derrotas
63,1% de aproveitamento
110 gols a favor, 48 gols contra
SANTOS
59 jogos
24 vitórias
17 empates
18 derrotas
50,3% de aproveitamento
78 gols a favor, 69 gols contra
Técnicos
Palmeiras e Santos cresceram de desempenho, dentro e fora da Libertadores, a partir da troca de comando. Se o Verdão demitiu um brasileiro de currículo pesado (Vanderlei Luxemburgo) para apostar em um português (Abel Ferreira), o Peixe fez o caminho inverso, ao trocar Jesualdo Ferreira por Cuca.
Com Abel, o Palmeiras saltou de 60,2% de aproveitamento para 64%. Viu a média de gols crescer de 1,44 para 1,76 por partida e também conseguiu melhorar o desempenho defensivo, com 0,72 gol sofrido em média, contra 0,75 nos tempos de Luxemburgo.
Fenômeno semelhante aconteceu com Cuca, que melhorou o Santos em aproveitamento (50,8%, contra 48,9% dos tempos de Jesualdo) e gols marcados (1,39 de média, contra 1,13 do antecessor). Apenas a média de gols sofridos piorou: de 1,07 sob comando do português para 1,21 com o brasileiro.
Quem mais jogou
PALMEIRAS
Willian - 60 jogos
Weverton - 59
Zé Rafael - 56
Gabriel Menino - 51
Gustavo Gómez e Lucas Lima - 48
SANTOS
Felipe Jonatan - 55 jogos
Diego Pituca - 53
Luan Peres - 49
Pará - 47
Kaio Jorge - 44
Yeferson Soteldo - 41
Artilheiros
PALMEIRAS
Luiz Adriano - 20 gols
Raphael Veiga - 18
Willian - 17
Rony - 10
Gabriel Veron - 9
SANTOS
Marinho - 23 gols
Kaio Jorge - 8
Soteldo - 7
Madson e Lucas Braga - 4
Assistências
PALMEIRAS
Rony - 9
Willian, Matias Viña e Gabriel Menino - 7
Gustavo Scarpa, Zé Rafael e Wesley - 6
SANTOS
Soteldo - 8
Marinho - 7
Felipe Jonatan - 6
Madson - 5
Lucas Braga - 4
Trio de ataque
Se depender de participação em gols, o melhor trio é o do Santos! Marinho, Soteldo e Kaio Jorge construíram 65% dos gols do Peixe na temporada, enquanto Luiz Adriano, Rony e Willian estiveram presentes em 59,4% dos tentos do Palmeiras no mesmo período.
Bola parada
É também do Santos o melhor aproveitamento em bola parada ofensiva. Dos 78 gols na temporada, 25 saíram de escanteios, cobranças de falta (diretas ou indiretas) e pênaltis, o que representa 32,1% do total. Já o Palmeiras marcou 24 vezes, o que significa 21,8% do total de 110 tentos.
Na bola parada defensiva, é o Verdão quem tem melhor rendimento, ao sofrer 20 dos 48 gols em jogadas assim (41,7% do total). O Santos, por sua vez, sofreu praticamente metade dos gols na temporada em bola parada: foram 33 dos 69, uma porcentagem de 47,8%.
Pênaltis
O DataESPN levantou os números dos palmeirenses que mais cobraram pênaltis na temporada (além de pegar dados de Zé Rafael, nos tempos de Bahia, Lucas Lima, pelo Santos, e Luan, no Vasco).
De 38 pênaltis contabilizados, os jogadores do Verdão marcaram 26 vezes, um aproveitamento de 68,4%. Já o goleiro Weverton soma cinco defesas em 22 chutes contra a sua meta, o que significa que 23% das penalidades não entraram.
Luiz Adriano - 2 gols em 5 cobranças pelo Palmeiras
Raphael Veiga - 7 gols em 7 cobranças pelo Palmeiras
Willian - 2 gols em 4 cobranças pelo Palmeiras
Rony - 1 gol em 1 cobrança pelo Palmeiras
Gustavo Scarpa - 7 gols em 8 cobranças pelo Palmeiras
Zé Rafael - 1 gol em 4 cobranças por Palmeiras e Bahia
Patrick de Paula - 1 gol em 1 cobrança pelo Palmeiras
Lucas Lima- 3 gols em 5 cobranças por Palmeiras e Santos
Luan - 2 gols em 3 cobranças por Palmeiras e Vasco
Já o Santos não tem tanta variedade de batedores no atual elenco. São basicamente três jogadores que assumem a responsabilidade quando acontece uma penalidade. E os números são animadores.
Marinho, Soteldo e Jean Mota fizeram, juntos, 13 gols nos 15 pênaltis cobrados ultimamente. O lado ruim da história está no gol, em que John e João Paulo ainda não fizeram nenhuma defesa em lances assim. Os dois disputam a titularidade na final.
Marinho - 7 gols em 7 cobranças pelo Santos
Soteldo - 3 gols em 3 cobranças pelo Santos
Jean Mota - 3 gols em 5 cobranças pelo Santos
