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Libertadores: Maracanã é 'sagrado' para Palmeiras e Santos e viu finalistas serem campeões

Neste sábado, Palmeiras e Santos se enfrentam pela final da Conmebol Libertadores em um estádio que é considerado "local sagrado" para ambos: o Maracanã.

O FOX Sports transmite ao vivo a final da Conmebol Libertadores, entre Palmeiras e Santos, no próximo sábado, 30 de janeiro, a partir das 17h (horário de Brasília). A decisão também terá cobertura em tempo real do ESPN.com.br, com VÍDEOS de lances e gols.

No "Maior do Mundo, alviverdes e alvinegros viveram alguns dos mais lindos momentos de sua história, com jogos marcantes e conquistas de títulos muito relevantes.

Foi no estádio carioca, por exemplo, que Verdão e Peixe venceram campeonatos intercontinentais, batendo os fortíssimos times de Juventus e Milan, da Itália, respectivamente.

Relembre as maiores conquistas de Palmeiras e Santos no Maracanã:

1951

Na final da Copa Rio de 1951, o Palmeiras encarou a Juventus, campeã italiana na temporada 1949/50. A "Velha Senhora" tinha uma infinidades de atletas de seleções, como os dinamarqueses Praest, Karl Hansen e John Hansen, além do lendário atacante Boniperti, que jogou 15 anos pela Azzurra.

No jogo de ida, no "Maraca", o Verdão contou com apoio maciço da torcida carioca e ganhou por 1 a 0, com gol de Rodrigues, aos 20 do primeiro tempo.

Já na partida de volta, novamente no Maracanã lotado por 150 mil pessoas, o time comandado por Ventura Cambón fez uma das maiores partidas de sua história.

A Juventus saiu na frente, com Praest, aos 18 do primeiro tempo. No início da segunda etapa, Rodrigues empatou, mas Karl Hansen colocou os italianos à frente novamente aos 18. Aos 32, no entanto, Liminha fez o gol salvador que decretou o 2 a 2 no placar e deu aos brasileiros o título da Copa Rio.

Na volta a São Paulo, a delegação alviverde foi recebida com enorme festa, com mais de 1 milhão de pessoas nas ruas, enquantoa imprensa da época exaltava o "título mundial" palestrino.

Sobre o fato do Palmeiras ser ou não campeão do mundo, há enorme controvérsia, já que os rivais não aceitam o clamor alviverde de que o torneio de 1951 valha como conquista do gênero.

Fato é que, em 2014, a Fifa chegou a atender requisição da CBF e considerou a Copa Rio como a primeira competição mundial de clubes da história.

Já em 2016, nas suas redes sociais, a entidade máxima do futebol exaltou a conquista palestrina no Maracanã e descreveu o Palmeiras como "primeiro campeão global" de todos os tempos, sem conceder ao torneio o status de "mundial"

Em 2019, o ex-presidente da Fifa Joseph Blatter, já fora do comando da entidade, afirmou que o Palmeiras "foi o 1º campeão mundial e ponto final", salientando que ele mesmo foi quem referendou a conquista.

Clique neste link para ler mais histórias sobre a Copa Rio, em matéria produzida pela ESPN em 2014.

Ficha técnica

Palmeiras 2 x 2 Juventus

GOLS: Palmeiras: Rodrigues e Liminha Juventus: Praest e Boniperti

PALMEIRAS: Fábio; Salvador e Juvenal; Túlio, Luis Villa e Dema; Lima e Ponce de León (Canhotinho); Liminha, Jair Rosa Pinto e Rodrigues Técnico: Ventura Cambón

JUVENTUS: Viola; Bertucelli, Manente e Mari; Parola, Bizzoto e Karl Hansen; Muccinelli, Boniperti, John Hansen e Praest Técnico: Jesse Carver

1963

Em 1962, o Santos foi campeão do Mundial de Clubes em cima do fortíssimo Benfica, de Portugal. Na ocasião, porém, o Peixe fez a partida de ida no Maracanã, e acabou levantandoa taça depois, no Estádio da Luz, em Lisboa. Já em 1963, o Mundial foi disputado primeiramente no San Siro, em Milão, e depois decidido no "Maraca", com os brasileiros sendo campeões no "Maior do Mundo".

No primeiro duelo, na arena do Milan (de jogadores como Cesare Maldini, Giovanni Trapattoni e os brasileiros Altafini, também conhecido como Mazzola, e Amarildo), o time da casa levou a melhor, batendo o time praiano por 4 a 2.

Na volta, em um Maracanã lotado por 132.728 torcedores, o Santos deu o troco e venceu também por 4 a 2, após sair perdendo por 2 a 0.

Com isso, um jogo desempate foi realizado dois dias depois, novamente no Maracanã abarrotado por 120.421 fãs. Com um histórico gol de Dalmo, marcado de pênalti aos 31 minutos do primeiro tempo, o clube alvinegro sagrou-se bi do Mundial.

A finalíssima, aliás, foi uma verdadeira batalha, que terminou com duas expulsões: Ismael, para a equipe brasileira, o Maldini, para os italianos. Em diversos momentos, até mesmo a polícia teve que intervir para controlar os ânimos dos jogadores.

O feito do Santos, aliás, foi ainda maior pelo fato de Pelé, lesionado, não ter disputado as duas partidas no Brasil.

Em seu lugar, entrou o reserva Almir Pernambuquinho, que substituiu à altura o "Rei do Futebol", marcando um dois gols da virada por 4 a 2 no segundo duelo e sofrendo o pênalti que levou ao título.

Vale salientar que os italianos reclamam até hoje da arbitragem do argentino Juan Brozzi, alegando que ele teria sido completamente permissivo com faltas duras do Peixe, principalmente no 2º jogo. Nesta partida, inclusive, o goleiro Ghezzi e o meia Gianni Rivera se lesionaram de forma grave.

Os rossoneri ainda tentaram intervir e barrar a arbitragem de Brozzi para a 3ª partida, mas não houve acordo e o argentino foi novamente selecionado para apitar.

Em 2017, a Fifa reconheceu os campeões da antiga Copa Intercontinental, disputada entre 1960 e 2004, como campeões mundiais. Com isso, o Peixe é considerado bi mundial pela entidade.

Ficha técnica

Santos 1 x 0 Milan

GOLS: Santos: Dalmo (pênalti)

SANTOS: Gilmar; Ismael, Mauro, Haroldo e Dalmo; Lima, Mengálvio e Dorval; Coutinho, Almir Pernambuquinho e Pepe Técnico: Lula

MILAN: Balzarini (Barluzzi); Benítez, Trebbi, Pelagalli e Cesare Maldini; Trapattoni, Lodetti e Fortunato; Mora, Altafini e Amarildo Técnico: Luis Carniglia