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Odegaard vira 'batata quente' para Zidane e deve deixar o Real Madrid por falta de oportunidades

Martin Odegaard quer deixar o Real Madrid por considerar que não tem minutos suficientes para seguir evoluindo, segundo confirmaram diferentes fontes à ESPN. O meio-campista atuou nos primeiros jogos de LaLiga, mas desde então quase não foi utilizado por Zinedine Zidane, e não fez parte dos relacionados para a partida da Copa do Rei, nesta quarta-feira, contra o Alcoyano.

O jovem norueguês foi reintegrado ao elenco merengue em meados de 2020, apesar de ter de a Real Sociedad ter tentado a ampliação de seu empréstimo por mais uma temporada.

Num primeiro momento, e face à impossibilidade do clube em efetuar contratações devido à conjuntura económica deixada pelo COVID-19, o Real Madrid optou pelo regresso de Odegaard depois de ser dos destaques da temporada passada ao marcar 7 golos e contribuir ainda com nove assistências em 36 jogos pela Real Sociedad.

No entanto, o jogador de 22 anos disputou apenas sete jogos no campeonato e dois na Uefa Champions League desde o seu regresso ao clube, e decidiu que é melhor sair novamente para evitar que a sua evolução seja interrompida.

O clube entende o desejo do jogador e diferentes fontes reconhecem à ESPN que é mais provável que ele seja mesmo emprestado a outro time antes do fechamento do mercado.

A própria Real Sociedad está atenta à situação, enquanto as mesmas fontes questionam os problemas que Zidane está encontrando para desenvolver os talentos internos do próprio clube, seja pela atuação imediata do jogador ou por falta de convicção do treinador.

Odegaard é apenas mais um em uma longa lista de jogadores contratados com uma grande expectativa no Real Madrid, mas que pedem para sair por falta de oportunidades.

Marcos Llorente, por exemplo, teve que deixar o Real Madrid porque o treinador nunca o considerou, e hoje é uma das grandes estrelas do Atlético de Madrid. Algo semelhante aconteceu com Sergio Reguilón, que depois de ser um dos melhores laterais pelo Sevilla, acabou no Tottenham com José Mourinho.

Ou mesmo Achraf Hakimi, que após superar a queda inicial na adaptação à Série A, também está brilhando sob Antonio Conte no Inter de Milão.

O próprio Zidane rebateu publicamente as críticas na terça-feira, horas antes de se saber que Odegaard queria deixar o clube.

“Me culpar é fácil. É o Real Madrid, é muito complicado. Chega um momento em que o jogador tem que jogar e demonstrar. A culpa não é do treinador. Os jogadores têm que se manifestar”, comentou Zidane sobre a saída dos citados jogadores.

O caso mais imediato foi o de Luka Jovic. O sérvio, depois de um ano e meio sem brilhar em Madrid, voltou ao Eintracht Frankfurt por empréstimo até 30 de junho e em sua estreia marcou dois gols em apenas meia hora.

“O Luka tem 21 anos e é uma opção muito boa. Ele é muito bom e com certeza se sairá muito bem no Real Madrid. Ele terá muito futuro para mostrar o jogador que é ao Real Madrid. Sempre tem uma competição muito forte aqui”.

Dos bastidores do Santiago Bernabéu não se explicam as repetidas substituições de Fede Valverde, a falta de minutos de Mariano ou mesmo porque Brahim Díaz surpreende no Milan e não no clube merengue.