<
>

Neymar foi 'maldição da riqueza repentina' para o Barcelona, diz chapa favorita nas eleições

Constantemente apontado como o possível destino de Neymar caso o brasileiro decida deixar o Paris Saint-Germain, o Barcelona parece estar cada vez mais fechado para um retorno do brasileiro. Principalmente caso Joan Laporta confirme o favoritismo e seja eleito novamente presidente do clube.

Durante apresentação do plano de administração nesta quarta-feira (13), o grupo político que auxilia o empresário voltou a dar sinais de que o camisa 10 do PSG segue como parte do passado catalão, e sem presença no futuro.

Segundo declarações de Jaume Giró, membro da equipe de administração do grupo de Laporta, a chegada de Neymar ao Barcelona representou a 'maldição da riqueza repentina' para o clube.

“Aquilo mudou uma série de dinâmicas. Entre elas, o planejamento esportivo. Já não andava mais de mãos dadas com a economia. Naquele ano, a folha salarial disparou”, disse Giró.

“A ideia do presidente Laporta para a parte financeira é fazer um plano baseado em dois pilares: fazer um clube sustentável e manter o modelo de propriedade”.

Neymar chegou ao Barcelona em maio de 2013, contratado pelo então presidente Sandro Rosell. No clube, o atacante conquistou dois títulos do Campeonato Espanhol, três taças da Copa do Rei, uma da Uefa Champions League, uma Supercopa da Uefa, um Mundial de Clubes da Fifa e duas Supercopas da Espanha.

O brasileiro deixou a Catalunha em agosto de 2017 rumo ao Paris Saint-Germain, na transferência mais cara do futebol mundial: 222 milhões de euros.

A eleição que definirá o próximo presidente do Barcelona acontece em meio a uma séria crise política no clube, que teve como auge a renúncia de Josep Maria Bartomeu em agosto de 2020. Desde então o clube tem sido comando interinamente por Carles Tusquets.

Presidente culé entre 2003 e 2010, Joan Laporta disputará o pleito do próximo dia 24 de janeiro com outros três candidatos: Victor Font, Toni Freixa e Emili Rousaud.