Tchê Tchê não foi o único: ataques de fúria de Diniz à beira do campo já tumultuaram até jogo-treino

Durante a derrota do São Paulo para o Red Bull Bragantino por 4 a 2, uma cena chamou atenção. O técnico Fernando Diniz se envolveu em uma discussão forte com Tchê Tchê, não poupando o volante e falando muitos palavrões.

“Tem que jogar, cara...! Seu ingrato do cara...! Seu perninha do cara…! Mascaradinho, vai se f...!”, disse o técnico, em áudio captado pelos microfones da emissora responsável pela transmissão da partida.

Após a partida, Diniz disse que tem um jeito de cobrar que já é conhecido pelos jogadores e que o assunto seria tratado internamente. Ao longo da carreira do técnico há muitos exemplos de momentos em que ele exagerou.

Começando pelo próprio São Paulo e neste Campeonato Brasileiro, Diniz cobrou Luciano no duelo contra o Red Bull Bragantino no primeiro turno, que terminou empatado por 1 a 1, no Morumbi.

O atacante até fez o gol de empate, mas antes foi “culpado” pelo pênalti para o rival por um toque de mão na bola na área tricolor. Na beira do gramado, Diniz ficou indignado. Aplaudindo ironicamente, disparou:

“Parabéns, Luciano! Vai toma no c…! Tá olhando o quê?”.

Outro episódio tem a ver com o atual técnico do Bragantino, Maurício Barbieri e ocorreu em 2016. Na época, ele estava no Red Bull Brasil e reclamou que os jogadores do Audax, time de Diniz, estavam fazendo “cera”.

O hoje comandante são-paulino xingou o companheiro de profissão na saída do campo, após o apito final no triunfo de virada por 3 a 2, em Osasco, pelo Campeonato Paulista daquele ano, iniciando uma forte discussão.

“Só disse para ele que sempre o respeitei, mas ele me xingou a hora que eu reclamei com o árbitro da ‘cera’. Foi isso que aconteceu, mas tem que ter caráter. Eu tenho família. Ele não pode me xingar”, disse Barbieri à época.

As câmeras mostraram Diniz dizendo ‘Vai tomar no c...” várias vezes para Barbieri.

Depois do jogo, Diniz não respondeu aos jornalistas e a discussão e toda a confusão no corredor de acesso ao vestiário foi relatada na súmula pela arbitragem. Mas não resultou punição para o hoje técnico do São Paulo.

Em 2017, também nos tempos de Audax, Diniz causou espanto pelo tom de cobrança ao zagueiro André Castro, que cometeu uma falha contra o São Paulo --o rival tricolor perdia por 2 a 0, mas conseguiu empatar (no final perdeu por 4 a 2).

Durante a parada técnica, o treinador foi até o defensor com o dedo em riste, xingamentos e até ordens como “Fica quieto” todas as vezes que André Castro tentava argumentar algo. Os demais jogadores ficaram em silêncio.

O último exemplo é o mais inusitado porque ocorreu em um jogo-treino entre Guarani e Audax, em 2014, em Campinas. Ou seja, duelo que nada valia.. Diniz explodiu contra o árbitro após entender que ele ignorou um pênalti aos dez minutos.

Foi expulso do banco de reservas, no estádio Brinco de Ouro, mas, ainda xingando o árbitro, se recusou a deixar o local. A disputa foi interrompida até o treinador sair. Mas o que ocorreu foi outra discussão entre Diniz e, dessa vez, Lucas Andrino, superintendente do Guarani, que tentava pedir ao técnico bom senso. E a confusão não terminou ali.

Diniz deixou o banco de reservas, mas comandou o time da linha de fundo nos minutos seguintes. Já ao final do primeiro tempo, ao ver o árbitro expulsar um jogador do Audax, invandiu o campo e voltou a se desentender com o árbitro.

Os ânimos foram reestabelecidos na etapa final, com Diniz no banco de reservas e mais calmo.