Muitos estrangeiros que visitam o Brasil ficam marcados por conta das paisagens das praias e pontos turísticos das cidades. Alguns, porém, se lembram mais de algumas questões mais curiosas. Este foi o caso do ex-atacante Karl-Heinz Riedle.
Representando o Borussia Dortmund, o herói do título da Uefa Champions League de 1996/97 esteve em São Paulo e no Rio de Janeiro em duas ocasiões. Em entrevista ao ESPN.com.br, o alemão contou que o que mais lhe surpreendeu foi o trânsito das cidades.
“Em questão de trânsito, as duas são incríveis. Em São Paulo, nós ficamos um pouco afastados da cidade e tivemos que sair umas duas ou três vezes para sessão de autógrafos e outras coisas. Isso levou quase duas horas e meia. O trânsito é incrível. Mas todas as coisas são incríveis, as pessoas são tão educadas, felizes por estarem lá, em São Paulo e no Rio de Janeiro”, disse.
“A população como um todo é muito amigável com quem vem de fora. Eu adorei, a natureza é incrível, tem tantas coisas boas no Brasil, que nós voltaremos assim que pudermos. No nosso time de lendas, nós temos muitos jogadores brasileiros, como Amoroso, Júlio César. Então, eu estou ansioso para voltar assim que puder”, completou.
Além da recepção das pessoas, Kalle Riedle também ficou muito marcado pela culinária brasileira, se encantando com as carnes servidas no país.
“Nós aprendemos muito sobre carne, nós comemos muita carne. Eu sou um grande fã de carnes e é por isso que esse país é, definitivamente, feito para mim, porque eu amo carne”, apontou. Ainda como jogador, Riedle fez amistosos com o Borussia Dortmund no Brasil. Durante a entrevista, o ex-atacante relembrou a primeira vinda ao país e disse que a diferença para os gramados europeus atrapalhou o time nas partidas.
“O Campeonato Brasileiro é muito especial, porque são muitos grandes jogadores brasileiros que já assinaram por Bayer Leverkusen, Borussia Dortmund ou Bayern de Munique. Zé Roberto, entre tantos outros. Mas nós ficamos duas ou três vezes em pré-temporada no Rio de Janeiro com o Borussia Dortmund, jogamos com alguns times de lá. E foi muito difícil de jogar lá pela grama”, apontou.
“Eu me lembro quando nós tivemos esses jogos, eu não lembro, acho que contra o Flamengo, nós jogamos em um estádio e a grama estava muito alta. Depois de 20 minutos, nossas pernas estavam acabadas, porque era um tipo de futebol completamente diferente nessa grama do que na Europa. Então, eu me lembro muitas vezes dessas partidas de pré-temporada. Mas o Brasil tem jogadores fenomenais em todo o mundo, é um campeonato incrível, jogadores incríveis”, finalizou.
