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Sevilla tinha detetive para acompanhar Maradona e economizou milhões na rescisão com 'flagras'

O Sevilla teve Diego Armando Maradona no seu elenco na temporada 1992/93. Na época, o craque argentino já tinha fama de um jogador polêmico e com uma vida agitada fora das quatro linhas. Por conta disso, até mesmo um detetive foi contratado para vigiar El Pibe.

De nome fictício Charlie, o profissional contou que Maradona não tinha de fato uma vida regrada como um atleta e que via muitas pessoas se aproveitando do astro. E os flagras que deu no craque fizeram o Sevilla economizar milhões na rescisão.

“Era muito amigo de um argentino que tinha uma churrasqueira. Havia ainda uns 15 italianos, o empresário e uns 10 ou 12 idiotas por trás dele. O Maradona era estúpido porque era boa pessoa, mas tinha muita gente que se aproveitada dele", disse o detetive, que completou lembrando da época em que Maradona dirigia sem responsabilidade.

“A porta do centro de treinos abria e ele saía a voar, a 190 km/h. Só tinha uma entrada, era um chalet, o que era bom para nós. Estacionávamos um carro e fazíamos turnos. Mas a casa parecia o El Corte Inglés. Havia uns 18 ou 20 italianos e muitos argentinos a entrar e a sair. Eu ando nas ruas há uns 30 anos e sei que tipo de gente era aquela. Era um desastre", finalizou.

A passagem de Maradona pelo Sevilla na temporada 1992/93 durou apenas 29 partidas. Ele marcou oito gols.

Maradona morreu no dia 25 de novembro da argentina, aos 60 anos, e parou todo o mundo.

O craque não resistiu a uma parada cardiorrespiratória sofrida na casa da filha dele, no bairro Vila Nova, zona metropolitana de Buenos Aires, neste 25 de novembro. Várias ambulâncias foram ao local para tentar reanimá-lo, mas não foi possível

O ex-jogador deixou órfãos oito filhos, além de um país inteiro e uma legião de fãs espalhados por todo o planeta, apaixonados pelo gênio controverso de um dos esportistas mais talentosos e autodestrutivos a competir em alto nível na história.