Presidente eleito neste sábado, Andrés Rueda não quer a manutenção do contrato de Robinho no Santos após a condenação a nove anos de prisão em 2ª instância por violência sexual na Itália.
A transição ocorre até 1º de janeiro, quando Rueda, o vice-presidente José Carlos de Oliveira e os demais membros do Comitê de Gestão assumem oficialmente.
"Até 31/12 quem dirige o clube é Orlando Rollo. Quando sentarmos lá, vamos equacionar e ver no momento a situação do Robinho. A apelação dura um ano, não podemos ficar amarrados sob absolvição ou não. Para mim, assunto está encerrado a partir do momento que ele foi condenado em 2ª instância", disse Rueda.
"Não tive acesso ao contrato, mas até onde sei foi suspenso, dois ou três meses, salário pequeno. Gente, isso aí acabou. Para poder recorrer é um ano. Situação ruim para jogador, clube, torcida. Não deu, não deu. Paciência, uma pena", completou.
A decisão de Orlando Rollo foi de manter o contrato suspenso até a "3ª instância".
“O contrato do atleta segue suspenso e o clube aguarda a 3ª instância da Justiça italiana”, foi o breve posicionamento do Santos.
O julgamento desta semana ocorreu pouco mais de três anos depois da condenação, em novembro de 2017. À época, a decisão foi, também, de nove anos de prisão por violência sexual em grupo.
Robinho e Ricardo Falco, amigo do atacante, foram condenados por abusar sexualmente uma jovem albanesa em janeiro de 2013 na boate Sio Café, em Milão.
O jogador está no Brasil e foi representado por advogados italianos. A alegação é de que a mulher, hoje aos 30 anos, consentiu naquela noite, mesmo com a ingestão de bebidas alcoólicas. Ela, em contrapartida, afirma ter sido abusada. A defesa não foi aceita.
Robinho foi anunciado como reforço do Santos, mas teve o contrato até 28 de fevereiro suspenso.
A decisão ocorreu depois da divulgação de conversas interceptadas e sinalização de rescisão dos patrocinadores.
